HANUMAN
ÁGUA HANUMAN
MINERAL HIPERTERMAL · MULTIMILENAR · MULTIFUNCIONAL — SEM TRÍTIO
O TERROIR MINERAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS
MATÉRIA-PRIMA PARA HIDRATAR, CRIAR E INOVAR
Sumário Executivo
Esta Nota Técnica Científica é elaborada pela Hanuman Minas Ltda., titular do direito minerário e responsável pelo desenvolvimento e comercialização da Água Hanuman, com a finalidade de sistematizar, interpretar e comunicar o conjunto de evidências oficiais, laboratoriais e científicas que caracterizam a jazida, sua água mineral e suas possibilidades de utilização.
LAMIN/SGB, ANM e IG-UnB documentam, em dimensões complementares, a água, sua composição, sua origem, seu tempo e sua história hidrogeológica. A convergência dessas evidências fundamenta o conceito inaugurado pela Água Hanuman: o TERROIR MINERAL HIPERTERMAL MULTIMILENAR MULTIFUNCIONAL — SEM TRÍTIO — DA CHAPADA DOS VEADEIROS.
A Fonte Hanuman I foi oficialmente classificada pela ANM como “Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte”. A documentação oficial registra temperaturas entre 40,8°C e 42,0°C nas quatro campanhas LAMIN de 2023 e, em 2025, a ANM concluiu pela adequação da água ao envase para consumo humano na forma de ingestão. As séries oficiais e acadêmicas revelam uma água de perfil mineral equilibrado e assinatura hidrogeoquímica persistente, marcada pela presença natural e recorrente de cálcio, magnésio, sódio, potássio, bicarbonato, silício e elementos-traço.
A investigação isotópica acrescenta a dimensão do tempo: a amostra TOC1/Grupo 3 apresenta idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14, com análise realizada pela Beta Analytic (EUA), e ausência de trítio, analisado pelo CDTN/CNEN. Em conjunto com δ18O, δ2H, temperatura, hidroquímica e modelo estrutural, esses dados documentam circulação subterrânea antiga e profunda em contexto geológico cristalino cuja formação remonta a aproximadamente 2,1 bilhões de anos.
A área das surgências naturais onde foram coletadas as amostras identificadas nos estudos acadêmicos como TOC1/Grupo 3 passou, a partir de 2022, a ser denominada comercialmente Jazida Hanuman.
Para o desenvolvimento do aproveitamento industrial, optou-se pela captação direta na rocha a 128 metros de profundidade (Poço/Fonte Hanuman I), visando ampliar o controle sanitário da captação, proteger a água de interferências superficiais e proporcionar condições operacionais adequadas ao envase e às demais aplicações previstas no Projeto Hanuman. A captação direta na rocha não exclui o aproveitamento das surgências naturais para abastecimento de instalações destinadas à balneoterapia e ao termalismo em contato com a natureza no entorno da Jazida.
Ao reunir território, geologia, circulação subterrânea profunda, tempo, hipertermalidade, composição mineral, isotopia e rastreabilidade de origem em uma mesma arquitetura científica e produtiva, a Água Hanuman inaugura o conceito de TERROIR MINERAL HIPERTERMAL MULTIMILENAR DA CHAPADA DOS VEADEIROS. O conceito não constitui nova classificação legal de água mineral; constitui uma forma própria, integrada e tecnicamente fundamentada de compreender, comunicar e desenvolver a água como expressão mineral de território, geologia e tempo.
A Água Hanuman é concebida como matéria-prima para hidratar, criar e inovar. Sua multifuncionalidade se expressa atualmente em 11 frentes especializadas — Hidratação; Cafés Especiais; Chás Especiais; Cozinha Gourmet; Sucos & Néctares Premium; Kombuchas Premium; Cervejas Especiais & Artesanais; Vinhos & Sommellerie; Medicina Termalista & Integrativa; Florais & Sprays Vibracionais; Cosméticos & Sprays Termais — sem que essa enumeração limite novas aplicações. Cada frente possui ou terá Nota Técnica própria, conectada a esta Nota Técnica-Mãe.
O HWT — Hanuman Water Token — ocupa a camada de acesso à matéria-prima física. No modelo do Projeto Hanuman, 1 HWT corresponde ao direito de acesso a 1 litro de Água Hanuman. O token não cria as propriedades da água: organiza uma forma digital de acesso, rastreabilidade e destinação do recurso mineral multifuncional.
BASE OFICIAL, CIENTÍFICA E ISOTÓPICA
| LAMIN / SGB | Análises oficiais físico-químicas, microbiológicas e amplo painel analítico da Fonte Hanuman I. |
|---|---|
| ANM | Caracterização e classificação minerária: Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte; processo ANM 860.360/2017. |
| IG-UnB | Estudos hidrogeológicos, hidroquímicos e isotópicos do Sistema Aquífero Termal da Falha São Joaquim. |
| Beta Analytic · EUA | Análise de Carbono-14 associada a TOC1: idade de 9.270 anos. |
| CDTN / CNEN · Brasil | Análise de trítio (³H) associada a TOC1: resultado abaixo do limite de detecção, base analítica da expressão SEM TRÍTIO. |
Quatro dimensões de uma mesma identidade
- 42°CHipertermal
- 9.270Anos · Carbono-14
- Sem TrítioAssinatura isotópica
- ≈ 2,1 biAnos · contexto geológico
LAMIN/SGB · ANM · IG-UnB · Beta Analytic/EUA · CDTN/CNEN
Análises oficiais, investigação hidrogeológica, hidroquímica e isotópica convergem para a caracterização científica da Água Hanuman.
Achados centrais
- Classificação oficial: Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte.
- Aptidão para envase e ingestão humana reconhecida pela ANM em 2025 após amostragem microbiológica representativa.
- Quatro campanhas LAMIN em 2023: 40,8–42,0°C; condutividade 248,0–269,4 µS/cm; pH a 25°C 7,20–7,74.
- Série química oficial: Ca 24,671–26,740 mg/L; Mg 10,555–13,008; Na 3,443–4,789; K 2,638–3,318; HCO3 136,71–156,84 mg/L.
- Elementos-traço quantificados em concentrações características, como Ba ~0,370–0,395 mg/L, Sr ~0,048–0,053 mg/L e Li ~0,005–0,008 mg/L.
- TOC1/Grupo 3 (Jazida Hanuman): 42°C na tabela isotópica, 31,6 pmC, idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14, δ13C −11,30‰, δ18O −6,23‰, δ2H −38,02‰ e ausência de trítio na amostra analisada (resultado abaixo do limite de detecção do método).
- As onze campanhas documentadas revelam assinatura térmica e hidroquímica persistente ao longo do tempo.
- A idade geológica do embasamento e a idade da água são grandezas distintas: rocha antiga não significa água de bilhões de anos.
1. Escopo, método e hierarquia de evidências
A presente Nota Técnica adota uma hierarquia de evidências. No primeiro nível estão os documentos regulatórios e laboratoriais oficiais da Fonte Hanuman I: Parecer Técnico nº 134/2023/DIFIS-GO/GER-GO, Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO e os boletins 063, 161, 257 e 334/LAMIN/2023. No segundo nível estão os trabalhos acadêmicos revisados por pares sobre o Sistema Aquífero Termal da Falha São Joaquim, em especial Junqueira et al. (2022) e Moura et al. (2025). No terceiro nível ficam documentos institucionais do Projeto Hanuman, utilizados para descrever o modelo de exploração, e não para provar propriedades físico-químicas.
Cada instituição é apresentada segundo sua contribuição específica: a ANM caracteriza e classifica no âmbito minerário; o LAMIN/SGB realiza as análises oficiais; o IG-UnB desenvolve a investigação hidrogeológica, hidroquímica e isotópica; a Beta Analytic (EUA) realizou a análise de Carbono-14; e o CDTN/CNEN realizou a análise de trítio. Essa identificação preserva a rastreabilidade das evidências e reforça a leitura integrada da Água Hanuman.
As séries produzidas por métodos, épocas e pontos de coleta distintos são apresentadas em sua complementaridade, permitindo reconhecer a persistência térmica e hidrogeoquímica da Água Hanuman ao longo do tempo.
2. Identidade oficial da Fonte Hanuman I
A Fonte Hanuman I integra o processo ANM 860.360/2017, em Niquelândia, Goiás. O Parecer Técnico nº 134/2023 consolidou quatro campanhas oficiais e classificou a água como “Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte”. Para elaboração do rótulo, a ANM adotou o Boletim 334/LAMIN/2023 como referência, com pH a 25°C de 7,28, temperatura de 41,3°C, condutividade de 252,8 µS/cm, resíduo de evaporação calculado de 156,98 mg/L e composição iônica específica.
A classificação oficial “Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte” integra a identidade regulatória da Fonte Hanuman I. O amplo painel laboratorial oficial acrescenta à classificação uma caracterização química muito mais extensa, desenvolvida nas sucessivas campanhas LAMIN/SGB.
Em 2025, após cinco ensaios microbiológicos representativos em laboratório acreditado, o Parecer Técnico nº 78/2025 registrou ausência de indícios de contaminação e concluiu que a água estava adequada ao envase para consumo humano na forma de ingestão, completando a análise e classificação da Fonte Hanuman I.
3. Contexto geológico e hidrogeológico
As pesquisas do IG-UnB situam as águas termais da Chapada dos Veadeiros em um sistema de aquíferos fraturados associado à Falha São Joaquim, em terrenos predominantemente cristalinos. O modelo conceitual descreve infiltração em áreas topograficamente elevadas, circulação ao longo de fraturas e falhas, aprofundamento do fluxo, aquecimento geotérmico e descarga em cotas mais baixas.
A literatura distingue grupos térmicos e hidroquímicos. O Grupo 3, ao qual TOC1 está associado na publicação de Junqueira et al. (2022) - Jazida Hanuman -, representa as águas de maior temperatura e maior profundidade/tempo de circulação entre os grupos estudados. A publicação posterior em Derbyana mantém esse enquadramento conceitual, relacionando o Grupo 3 ao componente profundo do sistema.
A idade geológica de aproximadamente 2,1 bilhões de anos atribuída às unidades cristalinas do contexto regional é uma propriedade das rochas, não da água. A água é muito mais jovem: a datação por 14C associada a TOC1 indica idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14. O valor científico está justamente na interação de uma água de circulação milenar com um arcabouço rochoso muito mais antigo.
4. Onze campanhas e uma assinatura hidrogeoquímica persistente
O conjunto disponível reúne sete registros acadêmicos de TOC1/Grupo 3 e quatro campanhas oficiais do LAMIN na Fonte Hanuman I. Em dimensões complementares, essas séries documentam a recorrência da temperatura, da condutividade e dos principais constituintes, ampliando a leitura temporal da assinatura hidrogeoquímica.
| Parâmetro | Acadêmico TOC1 | Média acad. | LAMIN 2023 | Média LAMIN | Interpretação |
|---|---|---|---|---|---|
| Temperatura (°C) | 39.50–42.00 | 41.17 | 40.80–42.00 | 41.50 | Persistência térmica do sistema |
| Condutividade (µS/cm) | 241.00–266.00 | 256.00 | 248.00–269.40 | 254.80 | Concordância muito alta entre séries |
| Cálcio (mg/L) | 27.80–31.98 | 29.78 | 24.67–26.74 | 25.82 | Assinatura comparável, com diferenças de concentração |
| Magnésio (mg/L) | 11.20–13.42 | 12.01 | 10.55–13.01 | 12.14 | Mesma ordem de grandeza |
| Sódio (mg/L) | 4.22–5.24 | 4.68 | 3.44–4.79 | 4.32 | Mesma ordem de grandeza |
| Potássio (mg/L) | 2.90–4.18 | 3.41 | 2.64–3.32 | 3.00 | Mesma ordem de grandeza |
| Cloreto (mg/L) | 1.18–1.50 | 1.26 | 0.81–0.85 | 0.83 | Assinatura comparável, com diferenças de concentração |
| Silício (mg/L) | 11.68–12.98 | 12.49 | 11.60–12.67 | 12.08 | Mesma ordem de grandeza |
Fonte: Junqueira et al. (2022), Tabela 2, para TOC1; Boletins 063, 161, 257 e 334/LAMIN/2023 e Parecer Técnico ANM nº 134/2023 para a série oficial.
A condutividade é um dos indicadores mais fortes de persistência. A média dos registros acadêmicos disponíveis é próxima de 255 µS/cm e a média das quatro campanhas LAMIN é aproximadamente 254,8 µS/cm. Mesmo reconhecendo diferenças de época, captação e método, a proximidade é notável e indica conservação do nível global de mineralização.
A temperatura também é altamente persistente: 39,5–42,0°C na série acadêmica e 40,8–42,0°C nas quatro campanhas oficiais. O sistema não é apenas classificado juridicamente como hipertermal; ele demonstra recorrência térmica em campanhas independentes.
Magnésio, sódio, potássio e silício permanecem na mesma ordem de grandeza entre as séries. O cálcio apresenta valores próximos, com variação compatível com as condições próprias de cada ponto e campanha. Em conjunto, os registros sustentam uma assinatura mineral recorrente, marcada por Ca-Mg, bicarbonato, silício e perfil equilibrado de Na e Cl.
5. Química oficial: o que existe além do rótulo
O rótulo de água mineral é uma síntese regulatória. Os boletins do LAMIN pesquisam um painel muito mais amplo de cátions, ânions, parâmetros físico-químicos e substâncias de interesse sanitário. A leitura científica deve, portanto, distinguir “componentes impressos no rótulo” de “componentes efetivamente pesquisados no laudo”.
| Campanha | Ca | Mg | Na | K | Si | Ba | Sr | Li | F | Cl | SO₄ | HCO₃ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 063/ LAMIN/ 2023 | 25.500 | 10.555 | 3.443 | 2.638 | 11.601 | 0.381 | 0.048 | 0.007 | 0.11 | 0.81 | 4.19 | 136.71 |
| 161/ LAMIN/ 2023 | 24.671 | 12.061 | 4.343 | 2.892 | 12.253 | 0.395 | 0.053 | 0.008 | 0.12 | 0.84 | 4.27 | 144.55 |
| 257/ LAMIN/ 2023 | 26.375 | 12.951 | 4.789 | 3.318 | 12.669 | 0.370 | 0.050 | 0.005 | 0.12 | 0.83 | 4.25 | 155.86 |
| 334/ LAMIN/ 2023 | 26.740 | 13.008 | 4.703 | 3.132 | 11.783 | 0.372 | 0.051 | 0.005 | 0.11 | 0.85 | 4.24 | 156.84 |
Fonte: Boletins oficiais LAMIN/SGB/CPRM 063, 161, 257 e 334/2023. Unidades: mg/L.
O perfil apresenta predominância relativa de cálcio, magnésio e bicarbonato, com sódio e cloreto em proporções equilibradas. O silício aparece de forma consistente na faixa aproximada de 11,6–12,7 mg/L nas campanhas verificadas. Bário, estrôncio, zinco e lítio integram, nas campanhas em que foram quantificados, a assinatura geoquímica da Água Hanuman.
O amplo painel analítico pesquisou numerosos elementos e espécies de interesse sanitário e ambiental, incluindo alumínio, antimônio, arsênio, berílio, cádmio, chumbo, cobalto, cobre, cromo, estanho, ferro, manganês, molibdênio, níquel, selênio, titânio, vanádio, mercúrio e outros, com resultados registrados abaixo dos respectivos limites de quantificação nas campanhas correspondentes.
A amplitude do painel analítico, associada à perfil mineral equilibrado e à conformidade documentada, sustenta a expressão “elevada pureza analítica documentada” como atributo técnico da Água Hanuman.
6. Isotopia ambiental e idade da água
A isotopia é uma das dimensões que diferenciam a caracterização do sistema. Para TOC1, a Tabela 3 de Junqueira et al. (2022) apresenta temperatura de 42°C, pH 7,8, δ13C de −11,30‰, atividade de 14C de 31,6 pmC, idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14 (Raw Age na tabela original), δ18O de −6,23‰, δ2H de −38,02‰ e ausência de trítio na amostra analisada (resultado abaixo do limite de detecção do método).
| Amostra | T (°C) | pH | δ¹³C (‰) | A14 (pmC) | Raw Age (anos) | δ¹⁸O (‰) | δ²H (‰) | ³H |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| TOC1 | 42 | 7,8 | − 11,30 | 31,6 | 9.270 | − 6,23 | − 38,02 | < limite de detecção |
Fonte: Junqueira et al. (2022), Groundwater for Sustainable Development 17, 100724, Tabela 3.
A idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14 para TOC1 integra a caracterização isotópica da circulação multimilenar da Água Hanuman e é interpretada em conjunto com os demais traçadores e com o modelo hidrogeológico regional.
O trítio é um marcador reconhecido de recarga recente. Em TOC1, a análise realizada pelo CDTN/CNEN registrou resultado abaixo do limite de detecção do método, base analítica da expressão institucional “Sem Trítio”. Em convergência com o Carbono-14 e os isótopos estáveis, o resultado reforça a leitura de circulação antiga e profunda.
O conjunto 14C + 3H + isótopos estáveis (δ18O e δ2H) é mais robusto do que qualquer marcador isolado. Ele permite interpretar origem meteórica, história de recarga e tempo de residência em conjunto com a hidroquímica e a temperatura.
7. Hipertermalidade persistente
A hipertermalidade não depende de uma única leitura. Nas sete determinações acadêmicas de TOC1, a temperatura varia de 39,5 a 42,0°C; nas quatro campanhas oficiais do LAMIN, de 40,8 a 42,0°C. A média das quatro campanhas LAMIN é 41,5°C.
| Registro | Temperatura (°C) |
|---|---|
| TOC1-1 | 40.6 |
| TOC1-2 | 41.9 |
| TOC1-3 | 41.0 |
| TOC1-4 | 39.5 |
| TOC1-5 | 41.6 |
| TOC1-6 | 41.6 |
| TOC1-7 | 42.0 |
| 063/LAMIN/2023 | 40.8 |
| 161/LAMIN/2023 | 42.0 |
| 257/LAMIN/2023 | 41.9 |
| 334/LAMIN/2023 | 41.3 |
Esse comportamento sustenta a interpretação de uma fonte termal estruturalmente estável, associada a circulação profunda. O destaque de “42°C” é cientificamente documentado tanto na série acadêmica quanto em uma das campanhas oficiais; para rotulagem, contudo, deve prevalecer o valor e a forma definidos pela ANM no documento de referência.
8. Persistência temporal em diferentes condições climáticas
As campanhas distribuídas ao longo de diferentes épocas do ano documentam a Água Hanuman sob condições climáticas distintas. A dissertação do IG-UnB estruturou o monitoramento justamente para observar a resposta do sistema ao ciclo hidrológico e registrou a expectativa de pequena variação associada à existência de fluxo regional profundo.
A condutividade oficial, por exemplo, passa de 269,4 µS/cm em março para 248,0 em maio, 249,0 em julho e 252,8 em outubro. A variação é pequena em termos hidrogeoquímicos e permanece dentro da mesma ordem de mineralização. Em paralelo, a temperatura permanece próxima de 41–42°C.
O conjunto evidencia um reservatório profundo com assinatura mineral persistente, coerente com o modelo de fluxo regional, com a hipertermalidade recorrente e com a investigação isotópica de TOC1. A série temporal amplia a compreensão da dinâmica natural do sistema e de sua estabilidade hidrogeoquímica.
A continuidade do monitoramento multianual, com protocolos padronizados e campanhas periódicas, permitirá ampliar ainda mais a caracterização temporal do sistema e acompanhar temperatura, pH, condutividade, alcalinidade, principais íons e traçadores isotópicos.
9. Qualidade microbiológica e aptidão ao envase
A condição microbiológica atual da Fonte Hanuman I está documentada no Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO. Após cinco ensaios microbiológicos representativos realizados por laboratório acreditado, a ANM registrou ausência de indícios de contaminação perante a regulamentação sanitária aplicável e concluiu pela adequação da água ao envase para consumo humano na forma de ingestão.
Esse reconhecimento completa, no plano microbiológico, a caracterização oficial da Fonte Hanuman I e integra o conjunto de evidências de qualidade analítica apresentado nesta Nota Técnica.
10. Elevada pureza analítica documentada
A Água Hanuman combina mineralidade natural e elevada pureza analítica documentada. Sua identidade reúne uma matriz mineral natural mensurável e um amplo painel químico em que numerosos elementos e espécies de interesse sanitário permaneceram abaixo dos respectivos limites de quantificação.
Essa caracterização é sustentada pela qualidade microbiológica reconhecida pela ANM para fins de envase e ingestão, pela perfil mineral equilibrado, pela amplitude dos ensaios químicos e pela origem hidrogeológica profunda documentada por hidroquímica e isotopia.
O resultado é uma água mineral com identidade própria, perfil analítico amplamente caracterizado e convergência entre evidências oficiais, laboratoriais e acadêmicas.
O Terroir Mineral
da Chapada dos Veadeiros
Território · Geologia · Água · Tempo
Temperatura · Mineralidade · Isotopia
Uma leitura integrada da água mineral a partir de sua origem territorial, circulação subterrânea profunda, interação água-rocha, hipertermalidade, assinatura hidrogeoquímica e dimensão temporal.
11. Um grau incomum de documentação
A singularidade documental deriva da sobreposição de diferentes tipos de evidência. A mesma água e o mesmo sistema são objeto de estudos hidrogeológicos, campanhas químicas repetidas, investigação isotópica, datação, classificação oficial, ensaios microbiológicos e estudos de reserva, reunindo uma documentação científica e oficial excepcionalmente extensa.
Essa convergência é particularmente relevante porque fontes independentes se aproximam em parâmetros-chave. A temperatura próxima de 42°C aparece na publicação acadêmica e no LAMIN; a condutividade média das séries é muito semelhante; os principais cátions mantêm ordem de grandeza consistente; o modelo isotópico é compatível com circulação profunda; e a ANM reconhece a hipertermalidade e a aptidão para envase.
A Água Hanuman reúne documentação científica e oficial excepcionalmente extensa, construída pela convergência de análises oficiais, investigação acadêmica, isotopia ambiental, datação e caracterização regulatória.
12. Medicina termalista e integrativa
Do ponto de vista da medicina termalista, a relevância científica primária da Água Hanuman está na sua hipertermalidade natural persistente, na composição mineral e na possibilidade de uso balneário/termal dentro do enquadramento regulatório aplicável. Temperatura e composição são parâmetros essenciais para caracterização crenológica.
A Medicina Termalista e Integrativa constitui uma das frentes de desenvolvimento técnico da Água Hanuman. Protocolos próprios de pesquisa clínica e aplicação termalista poderão aprofundar a caracterização de seus usos dentro do enquadramento regulatório aplicável.
13. Da singularidade natural à matéria-prima multifuncional
A caracterização científica permite compreender por que o Projeto Hanuman não trata a fonte apenas como um produto engarrafado. Uma água com origem rastreável, perfil iônico definido, perfil mineral equilibrado, hipertermalidade, idade isotópica documentada e controle analítico pode ser estudada como matéria-prima para diferentes cadeias de valor.
A arquitetura pública organiza atualmente dez frentes especializadas: Cafés Especiais; Chás Especiais; Cosméticos & Sprays Hipertermais; Florais & Sprays Vibracionais; Kombuchas Premium; Vinhos & Sommellerie; Cervejas Especiais & Artesanais; Sucos & Néctares Premium; Cozinha Gourmet; e Medicina Termalista & Integrativa. Essas dez frentes são expressões atuais da multifuncionalidade da Água Hanuman, não limites definitivos para novas aplicações.
Esta Nota Técnica-Mãe caracteriza a matéria-prima comum a todas as aplicações. As Notas Técnicas setoriais avançam sobre os parâmetros, processos, experiências e oportunidades próprios de cada campo, ampliando progressivamente o conhecimento sobre a expressão da Água Hanuman em cada produto.
14. A Água Hanuman inaugura o Terroir Mineral Hipertermal Multimilenar Multifuncional — Sem Trítio — da Chapada dos Veadeiros
A Água Hanuman inaugura o conceito de Terroir Mineral Hipertermal Multimilenar Multifuncional — Sem Trítio — da Chapada dos Veadeiros. O conceito nasce da convergência entre as análises oficiais LAMIN/SGB incorporadas à caracterização e classificação minerária pela ANM e os estudos hidrogeológicos, hidroquímicos e isotópicos do IG-UnB. Essa leitura integrada reúne território de origem, contexto geológico, circulação subterrânea profunda, interação água– rocha, hipertermalidade persistente, assinatura hidrogeoquímica, idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14, ausência de trítio na amostra isotópica analisada e a vocação da água como matéria-prima mineral multifuncional.
O conceito não constitui nova classificação legal de água mineral. Ele organiza, em uma mesma arquitetura, atributos físicos e científicos documentados e sua projeção para o desenvolvimento de múltiplas aplicações. A água é compreendida como expressão mineral de território, geologia e tempo e como matéria-prima para hidratar, criar e inovar.
Em linguagem de marca, “Não é uma água com terroir. É o terroir em estado líquido.” sintetiza a interação prolongada entre água, rocha, estrutura geológica, território e tempo.
Uma água. Múltiplas utilizações.
Matéria-prima para hidratar, criar e inovar
HWT · Camada de acesso à matéria-prima
1 HWT = 1 litro de Água Hanuman
15. Da Água ao Sistema Hanuman: inovação no modelo de exploração
A inovação econômica e regulatória deve ser apresentada depois da ciência, não antes. As propriedades da água existem independentemente do HWT. O HWT pretende criar uma nova forma de acesso, rastreamento e destinação do recurso.
Nos documentos encaminhados ao Sandbox Regulatório da ANM, o Projeto Hanuman se apresenta como proposta inédita em escala global para estruturação de um Natural World Asset hídrico: direito digital de acesso a recurso natural certificado, com correspondência física 1:1, rastreabilidade em blockchain e possibilidade de destinação a múltiplas cadeias produtivas.
A afirmação de ineditismo global é, neste documento, tratada como tese regulatória e empresarial formalmente apresentada pelo projeto, e não como fato científico universal já demonstrado por revisão sistemática. A formulação mais robusta é: “não foi identificado, na documentação examinada pelo projeto, modelo equivalente que reúna simultaneamente recurso mineral oficialmente classificado, direito de acesso 1:1, rastreabilidade digital, múltiplas destinações B2B/B2C e integração proposta com a governança minerária”.
A contribuição conceitual mais forte do modelo é separar propriedade de acesso. O HWT não cria a água nem suas qualidades; ele cria uma unidade digital de direito ao produto físico. No framework atual, 1 HWT corresponde ao direito de acesso a 1 litro de Água Hanuman, e os segmentos são formas possíveis de expressão da mesma matéria-prima.
15A. Arquitetura pública do conhecimento Hanuman
Esta Nota Técnica-Mãe é o núcleo científico comum às aplicações da Água Hanuman. Cada Nota Técnica setorial parte da identidade aqui documentada e investiga a expressão da mesma matéria-prima em seu campo específico. Assim, as notas de cafés, chás, cosméticos, florais, kombucha, vinhos, cervejas, sucos e néctares, cozinha gourmet e medicina termalista não precisam reconstruir a caracterização básica da jazida: elas a recebem desta fonte central e avançam sobre os parâmetros próprios de cada aplicação.
15B. Multifuncionalidade: uma água, múltiplas expressões
A multifuncionalidade expressa a capacidade de uma mesma matéria-prima mineral natural, documentada em sua origem e composição, de servir a diferentes cadeias de criação e inovação. As dez frentes atuais materializam essa arquitetura e permanecem abertas à expansão por novas aplicações.
15C. HWT — camada de acesso à matéria-prima
O HWT — Hanuman Water Token — integra a arquitetura de acesso à Água Hanuman. No modelo apresentado pelo Projeto Hanuman, 1 HWT corresponde ao direito de acesso a 1 litro de Água Hanuman. Ciência e acesso ocupam funções distintas e complementares: esta Nota Técnica documenta a água; as Notas Técnicas setoriais desenvolvem suas aplicações; o HWT organiza o acesso à matéria-prima física e sua rastreabilidade.
15D. Água, atmosfera, território e consciência planetária
A Água Hanuman também oferece uma leitura ambiental do tempo. O trítio é utilizado pela ciência como marcador de recarga moderna; sua ausência na amostra TOC1, interpretada com Carbono-14 e os demais traçadores, acrescenta uma dimensão temporal à caracterização da água. A água registra a história da atmosfera, do território e do tempo. Proteger o ar, o solo, as estruturas de recarga e os aquíferos é proteger a água das próximas gerações.
15E. Pesquisa contínua e fronteiras do conhecimento
A caracterização científica da Água Hanuman permanece aberta à experimentação. Relatos empíricos de usuários, produtores e formuladores podem ser registrados como observações capazes de gerar novas perguntas. Também integram a agenda de investigação fenômenos ainda não demonstrados especificamente para a Água Hanuman, inclusive interações água–minerais e superfícies cristalinas, possíveis efeitos piezoelétricos do contexto mineral, propriedades vibracionais e hipóteses físicas ou quânticas que possam ser formuladas de modo mensurável. Esses temas pertencem à fronteira de pesquisa enquanto não houver demonstração específica.
15F. Princípio Hanuman de integridade científica e comunicacional
A comunicação científica da Hanuman adota um princípio simples: O que sabemos, afirmamos. O que os dados permitem inferir, defendemos. O que a experiência revela, registramos. O que ainda não sabemos, investigamos. O tempo, a experimentação e a ciência ampliarão as respostas.
Esse princípio não existe para enfraquecer fatos documentados nem para converter cautela em linguagem contrária ao próprio produto. A precisão científica estabelece o limite da afirmação — não o limite da inovação. Dados são preservados integralmente; qualificações depreciativas ou autolimitantes somente são empregadas quando necessárias à precisão, à transparência ou à obrigação regulatória.
16. Conclusão — a identidade científica da Água Hanuman
A leitura integrada dos documentos permite caracterizar a Água Hanuman como uma água mineral natural de origem hidrogeológica profunda, hipertermalidade persistente, perfil mineral equilibrado e assinatura química identificável, inserida em sistema fraturado da Chapada dos Veadeiros e documentada por fontes oficiais e acadêmicas independentes.
A série temporal é particularmente relevante. Campanhas sucessivas documentam a permanência da temperatura, da condutividade e das relações entre os principais íons, permitindo caracterizar uma assinatura hidrogeoquímica persistente e acompanhar a dinâmica natural do sistema.
A investigação isotópica adiciona uma dimensão singular à narrativa científica: TOC1/Grupo 3 combina idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14, analisado pela Beta Analytic (EUA), com ausência de trítio, analisado pelo CDTN/CNEN, além de isótopos estáveis compatíveis com água meteórica de circulação profunda.
No plano sanitário, a ANM concluiu em 2025 pela adequação ao envase para consumo humano após amostragem microbiológica representativa. No plano químico, o LAMIN pesquisou uma matriz de elementos muito mais extensa que aquela visível no rótulo, revelando uma água com minerais naturais, perfil mineral equilibrado e grande número de substâncias abaixo dos limites de quantificação.
Por essas razões, a expressão mais rigorosa para o posicionamento científico é: “Água mineral hipertermal multimilenar, de elevada pureza analítica documentada e excepcional grau de caracterização hidrogeoquímica e isotópica”. Essa formulação é mais forte, porque é demonstrável.
Sobre essa base científica, o Projeto Hanuman propõe uma arquitetura de exploração singular: uma única origem mineral, múltiplas expressões de mercado e um mecanismo digital de direito de acesso ao produto. A inovação não produz o valor intrínseco da água; ela busca tornar esse valor rastreável, distribuível e economicamente acessível a diferentes usuários e cadeias produtivas.
O rótulo conta apenas uma parte da história. Os laudos, as séries temporais, a hidrogeologia e a isotopia revelam o sistema inteiro.
A Água Hanuman emerge como uma água mineral natural de origem hidrogeológica profunda na Chapada dos Veadeiros, com hipertermalidade persistente, perfil mineral equilibrado, assinatura hidrogeoquímica identificável, idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14 e ausência de trítio.
Essa convergência permite à Água Hanuman inaugurar uma nova leitura da água mineral: o Terroir Mineral Hipertermal Multimilenar da Chapada dos Veadeiros. Origem, geologia, tempo, temperatura, composição, isotopia, território e aplicações passam a integrar uma única arquitetura de conhecimento e utilização.
A Nota Técnica-Mãe constitui o núcleo científico dessa arquitetura. O rótulo conduz à água; a água conduz ao conhecimento; o conhecimento conduz às aplicações; e o HWT organiza o acesso à matéria-prima.
ÁGUA HANUMAN — O TEMPO DA TERRA EM ESTADO LÍQUIDO.
17. Agenda científica recomendada
- Monitoramento científico multianual padronizado, com campanhas mensais ou bimestrais destinadas à avaliação da sazonalidade com significância estatística.
- Medição simultânea de pH na temperatura da fonte e pH a 25°C, registrando protocolo, tempo de leitura e pressão/degaseificação.
- Repetição periódica de 3H, δ18O e δ2H; nova datação por 14C em campanha de confirmação e, se aplicável, modelagem de correção de idade.
- Construção de banco de dados versionado com todas as campanhas, métodos, limites de quantificação e incertezas analíticas.
- Pesquisa clínica separada para eventuais alegações termalistas ou dermatológicas.
- Estudos setoriais específicos para café, chá, fermentação, cosméticos, sommellerie e gastronomia, evitando extrapolação automática da Nota Técnica-mãe.
- Revisão comparativa internacional específica antes de utilizar publicamente superlativos como “uma das águas mais puras” ou “mais documentadas do mundo”.
ANEXO I Quatro campanhas oficiais LAMIN/SGB
| Campanha | Data | T | pH não pad.5 | pH não pad. | EC | Res.180 | Ca | Mg | Na | K | HCO₃ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 063/ LAMIN/ 2023 | 14/03/20 23 | 40.8 | 7.20 | 7.54 | 269.4 | 141.00 | 25.500 | 10.555 | 3.443 | 2.638 | 136.71 |
| 161/ LAMIN/ 2023 | 15/05/20 23 | 42.0 | 7.74 | 8.12 | 248.0 | 148.29 | 24.671 | 12.061 | 4.343 | 2.892 | 144.55 |
| 257/ LAMIN/ 2023 | 17/07/20 23 | 41.9 | 7.21 | 8.05 | 249.0 | 158.21 | 26.375 | 12.951 | 4.789 | 3.318 | 155.86 |
| 334/ LAMIN/ 2023 | 18/10/20 23 | 41.3 | 7.28 | 7.71 | 252.8 | 156.98 | 26.740 | 13.008 | 4.703 | 3.132 | 156.84 |
Fonte: Parecer Técnico ANM nº 134/2023 e boletins LAMIN correspondentes.
ANEXO II Sete registros acadêmicos TOC1/Grupo 3
| Data | T | pH | EC | TDS | Ca | Mg | Na | K | Si | Cl | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| TOC1-1 | 08/09/20 18 | 40.6 | 7.78 | 242 | 170.10 | 31.98 | 13.07 | 4.79 | 3.24 | 12.44 | 1.22 |
| TOC1-2 | 12/10/20 18 | 41.9 | 7.11 | 241 | 162.32 | 28.47 | 11.25 | 4.84 | 3.56 | 12.48 | 1.22 |
| TOC1-3 | 01/12/20 18 | 41.0 | 7.60 | 255 | 170.10 | 27.80 | 11.33 | 4.22 | 2.90 | 12.98 | 1.50 |
| TOC1-4 | 16/02/20 19 | 39.5 | 7.60 | NM | NM | 29.64 | 12.05 | 4.41 | 2.95 | 12.49 | 1.18 |
| TOC1-5 | 19/04/20 19 | 41.6 | 7.90 | 266 | 170.20 | 31.05 | 11.20 | 4.87 | 4.18 | 12.68 | 1.23 |
| TOC1-6 | 30/08/20 19 | 41.6 | 7.90 | 266 | 170.30 | 28.47 | 11.73 | 4.37 | 3.02 | 11.68 | 1.23 |
| TOC1-7 | Publicaç ão 2022 | 42.0 | 8.00 | 266 | 170.20 | 31.05 | 13.42 | 5.24 | 4.00 | 12.68 | 1.25 |
Fonte: Junqueira et al. (2022), Tabela 2. Transcrição consolidada dos registros TOC1; NM = não medido/não informado.
ANEXO III Estatística descritiva comparativa
| Parâmetro | Acad mín | Acad máx | Acad média | Acad DP | Acad CV | LAMIN mín | LAMIN máx | LAMIN média | LAMIN DP | LAMIN CV |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Temperat ura | 39.50 | 42.00 | 41.17 | 0.82 | 2.0% | 40.80 | 42.00 | 41.50 | 0.48 | 1.2% |
| Condutivi dade | 241.00 | 266.00 | 256.00 | 12.02 | 4.7% | 248.00 | 269.40 | 254.80 | 8.62 | 3.4% |
| Cálcio | 27.80 | 31.98 | 29.78 | 1.49 | 5.0% | 24.67 | 26.74 | 25.82 | 0.80 | 3.1% |
| Magnésio | 11.20 | 13.42 | 12.01 | 0.84 | 7.0% | 10.55 | 13.01 | 12.14 | 0.99 | 8.2% |
| Sódio | 4.22 | 5.24 | 4.68 | 0.33 | 7.1% | 3.44 | 4.79 | 4.32 | 0.53 | 12.3% |
| Potássio | 2.90 | 4.18 | 3.41 | 0.48 | 14.1% | 2.64 | 3.32 | 3.00 | 0.26 | 8.5% |
| Silício | 11.68 | 12.98 | 12.49 | 0.37 | 3.0% | 11.60 | 12.67 | 12.08 | 0.42 | 3.5% |
| Cloreto | 1.18 | 1.50 | 1.26 | 0.10 | 7.9% | 0.81 | 0.85 | 0.83 | 0.01 | 1.8% |
ANEXO IV Matriz resumida de evidências
| Afirmação | Resultado | Base | Grau/escopo |
|---|---|---|---|
| Hipertermalidade | 40,8–42,0°C no LAMIN; até 42°C em TOC1 | LAMIN/ANM + IG-UnB | Alta |
| Classificação mineral | Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte | ANM Parecer 134/2023 | Oficial |
| Aptidão ao envase | Adequada ao envase para consumo humano na forma de ingestão | ANM Parecer 78/2025 | Oficial |
| Idade por Carbono-14 | 9.270 anos | Junqueira et al. 2022 / 14C | Alta |
| Trítio | Ausência de trítio na amostra analisada (resultado abaixo do limite de detecção) | Junqueira et al. 2022 / análise isotópica | Alta para a amostra analisada |
| Assinatura hidroquímica | Persistência de EC, T e cátions em campanhas independentes | IG-UnB + LAMIN | Alta |
| Pureza analítica | Amplo painel; diversos resultados <LQ; conformidade química e microbiológica atual | LAMIN/ANM | Alta no escopo analisado |
| Ineditismo global HWT | Tese formal do projeto apresentada ao Sandbox ANM | Documentos Hanuman/ANM | Institucional; requer comparação externa |
Referências documentais e científicas
- 1. AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Parecer Técnico nº 134/2023/DIFIS-GO/GER-GO. Classificação de água — Fonte Hanuman I. Processo 860.360/2017.
- 2. AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO. Cumprimento de exigência de análise microbiológica — Fonte Hanuman I.
- 3. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL / LAMIN. Boletins 063/LAMIN/2023, 161/LAMIN/2023, 257/LAMIN/2023 e 334/LAMIN/2023.
- 4. JUNQUEIRA, T. P. et al. Hydrochemical and age constraints of the Chapada dos Veadeiros geothermal reservoir, central Brazil. Groundwater for Sustainable Development, v. 17, 100724, 2022. DOI: 10.1016/j.gsd.2022.100724.
- 5. MOURA, C. O. et al. Estimativa das reservas hídricas do Sistema Aquífero Termal da Falha São Joaquim, Chapada dos Veadeiros, Goiás. Derbyana, v. 46, 2025. DOI informado no material: 10.69469/derb.v46.860.
- 6. HANUMAN MINAS LTDA. Sistema do Terroir Mineral — Framework de posicionamento para marketing de venda do HWT, 2026.
- 7. HANUMAN MINAS LTDA. Portfólio de Produtos Água Hanuman — 11 segmentos de mercado, 2026.
- 8. HANUMAN MINAS LTDA. Contribuição à Tomada de Subsídios nº 04/2026 — Sandbox Regulatório ANM, 2026.
Princípio de integridade documental
Esta Nota Técnica consolida os documentos disponibilizados até setembro de 2026 e preserva a rastreabilidade de suas fontes: laudos laboratoriais, pareceres da ANM, publicações acadêmicas, estudos hidrogeológicos e documentos institucionais. A comunicação pública mantém correspondência entre a força da linguagem e a força da evidência disponível.
20. Refinamento analítico: leitura integrada dos boletins LAMIN
A leitura integrada dos boletins revela que a caracterização da Fonte Hanuman I é mais ampla do que a síntese regulatória empregada no Parecer nº 134/2023. Cada campanha reúne medições de campo e laboratório que, consideradas em conjunto, aprofundam a compreensão da assinatura físico-química da água.
Os boletins registram séries de pH e condutividade obtidas em diferentes condições e etapas analíticas. Para a comunicação regulatória e rotulagem, prevalecem os valores expressamente consolidados pela ANM; para a leitura científica, as séries complementares ampliam a caracterização do comportamento da água.
A condutividade apresenta elevada convergência entre a série acadêmica e as campanhas oficiais, reforçando a persistência do nível global de mineralização e da assinatura hidrogeoquímica do sistema.
| Campanha | pH a 25°C (síntese ANM) | pH – outra determinação | EC a 25°C (síntese ANM) | EC – análise química |
|---|---|---|---|---|
| 063/LAMIN/2023 | 7,20 | 7,54 | 269,4 | 268,6 |
| 161/LAMIN/2023 | 7,74 | 8,12 | 248,0 | 264,9 |
| 257/LAMIN/2023 | 7,21 | 8,05 | 249,0 | 269,6 |
| 334/LAMIN/2023 | 7,28 | 7,71 | 252,8 | 260,4 |
Fonte: Boletins 063, 161, 257 e 334/LAMIN/2023; Parecer Técnico ANM nº 134/2023. As colunas devem ser interpretadas conforme o método/etapa analítica indicada no boletim.
A coexistência dessas séries é cientificamente valiosa porque registra a água sob diferentes condições de medição e amplia a documentação de parâmetros sensíveis à temperatura, ao equilíbrio carbonático e ao protocolo analítico.
20A. Elementos e espécies quantificados nas campanhas oficiais
Considerando o conjunto das quatro campanhas oficiais, a Água Hanuman apresenta uma matriz mineral natural mais ampla do que aquela reproduzida no rótulo. A tabela a seguir reúne os principais elementos e espécies efetivamente quantificados em pelo menos uma campanha, preservando o valor máximo observado no conjunto disponível.
| Constituinte | Valor máximo observado | Campanha de referência | Leitura na assinatura |
|---|---|---|---|
| Cálcio (Ca) | 26,740 mg/L | 334/LAMIN/2023 | Macromineral recorrente |
| Magnésio (Mg) | 13,008 mg/L | 334/LAMIN/2023 | Macromineral recorrente |
| Silício (Si) | 12,669 mg/L | 257/LAMIN/2023 | Presença persistente |
| Sódio (Na) | 4,789 mg/L | 257/LAMIN/2023 | Componente recorrente |
| Potássio (K) | 3,318 mg/L | 257/LAMIN/2023 | Componente recorrente |
| Sulfato (SO₄²⁻) | 4,27 mg/L | 161/LAMIN/2023 | Ânion quantificado |
| Cloreto (Cl⁻) | 0,85 mg/L | 334/LAMIN/2023 | Ânion quantificado |
| Bário (Ba) | 0,395 mg/L | 161/LAMIN/2023 | Elemento-traço da assinatura |
| Fluoreto (F⁻) | 0,12 mg/L | 161 e 257/LAMIN/2023 | Base da classificação fluoretada |
| Nitrato (NO₃⁻) | 0,12 mg/L | 063/LAMIN/2023 | Espécie quantificada |
| Estrôncio (Sr) | 0,053 mg/L | 161/LAMIN/2023 | Elemento-traço da assinatura |
| Zinco (Zn) | 0,031 mg/L | 063/LAMIN/2023 | Elemento-traço quantificado |
| Brometo (Br⁻) | 0,02 mg/L | 161/LAMIN/2023 | Espécie-traço quantificada |
| Lítio (Li) | 0,008 mg/L | 161/LAMIN/2023 | Elemento-traço quantificado em campanhas |
21. Boletim 334/LAMIN/2023: matriz analítica além do rótulo
O Boletim 334, escolhido pela ANM como referência para o rótulo, é particularmente útil para demonstrar que a composição impressa ao consumidor corresponde apenas a uma fração do painel efetivamente pesquisado. A tabela abaixo preserva a linguagem metrológica do laudo: valores com “<” estão abaixo do limite de quantificação informado; “—” significa que o boletim não apresenta resultado numérico naquela linha.
| Cátion/elemento | Resultado (mg/L) | LQ (mg/L) |
|---|---|---|
| Alumínio | <0,030 | 0,030 |
| Antimônio | <0,002 | 0,002 |
| Arsênio | <0,005 | 0,005 |
| Bário | 0,372 | 0,010 |
| Berílio | <0,002 | 0,002 |
| Boro | <0,100 | 0,100 |
| Cádmio | <0,002 | 0,002 |
| Cálcio | 26,740 | 0,200 |
| Chumbo | <0,005 | 0,005 |
| Cobalto | <0,005 | 0,005 |
| Cobre | <0,005 | 0,005 |
| Cromo | <0,005 | 0,005 |
| Estanho | <0,010 | 0,010 |
| Estrôncio | 0,051 | 0,010 |
| Ferro | <0,010 | 0,010 |
| Lítio | <0,005 | 0,005 |
| Magnésio | 13,008 | 0,010 |
| Manganês | <0,010 | 0,010 |
| Molibdênio | <0,005 | 0,005 |
| Níquel | <0,005 | 0,005 |
| Potássio | 3,132 | 0,100 |
| Selênio | <0,002 | 0,002 |
| Silício | 11,783 | 0,500 |
| Sódio | 4,703 | 0,200 |
| Titânio | <0,005 | 0,005 |
| Vanádio | <0,005 | 0,005 |
| Zinco | <0,010 | 0,010 |
| Mercúrio inorgânico | <0,0003 | 0,0003 |
| Ânion/parâmetro | Resultado (mg/L) | LQ (mg/L) |
| Fluoreto | 0,11 | 0,01 |
| Cloreto | 0,85 | 0,02 |
| Nitrito | — | 0,02 |
| Brometo | <0,01 | 0,01 |
| Nitrato | 0,11 | 0,01 |
| Sulfato | 4,24 | 0,01 |
| Fosfato | <0,10 | 0,10 |
| Clorito | — | 0,01 |
| Bromato | — | 0,01 |
| Cianeto livre | <0,03 | 0,03 |
Fonte: Boletim 334/LAMIN/2023, páginas de cátions e ânions.
A matriz analítica do Boletim 334/LAMIN/2023 revela uma composição mineral natural mensurável — com cálcio, magnésio, sódio, potássio, silício, bário e estrôncio, entre outros constituintes — e registra numerosos elementos e espécies de interesse ambiental abaixo dos respectivos limites de quantificação. O conjunto amplia a caracterização oficial da Água Hanuman para além dos parâmetros selecionados para rotulagem.
O lítio integra a série analítica oficial: foi quantificado em campanhas anteriores (0,007–0,008 mg/L nas duas primeiras séries disponíveis) e registrado abaixo do limite de quantificação no Boletim 334, demonstrando a importância da leitura temporal do conjunto de campanhas.
22. Sazonalidade e estabilidade: conclusão revisada
As séries disponíveis documentam uma assinatura hidrogeoquímica persistente. A temperatura apresenta elevada recorrência, a composição principal permanece na mesma ordem de grandeza e a condutividade acompanha um regime mineral consistente ao longo das campanhas.
A dissertação do IG-UnB documenta seis campanhas TOC1 entre setembro de 2018 e agosto de 2019, distribuídas por diferentes condições climáticas: TOC1-1 (08/09/2018), TOC1-2 (12/10/2018), TOC1-3 (01/12/2018), TOC1-4 (16/02/2019), TOC1- 5 (19/04/2019) e TOC1-6 (30/08/2019). A publicação de 2022 amplia a série acadêmica para sete registros, reforçando a leitura temporal da fonte e a persistência de sua identidade térmica e hidrogeoquímica.
O achado que permanece mesmo sem uma análise sazonal formal é forte: os dois conjuntos, separados no tempo e produzidos por equipes/finalidades distintas, convergem para uma água termal próxima de 41–42°C e para uma mineralização global relativamente estável. É essa persistência que deve ser tratada como característica estrutural do sistema.
23. Singularidade científica e inovação do Sistema Hanuman
A singularidade da Água Hanuman e a inovação do Sistema Hanuman são dimensões complementares. A primeira nasce da matéria-prima e de sua documentação: hipertermalidade persistente, idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14, ausência de trítio, assinatura hidrogeoquímica, classificação oficial e aptidão ao envase. A segunda nasce da arquitetura de exploração: acesso digital 1:1, rastreabilidade e múltiplas destinações da mesma matéria-prima.
Nos documentos encaminhados ao Sandbox Regulatório da ANM, o Projeto Hanuman apresenta essa arquitetura como inédita em escala global, reunindo lastro físico 1:1, rastreabilidade blockchain, múltiplas destinações B2B/B2C e integração proposta com instrumentos de governança mineral.
A ciência demonstra por que a água é singular. A inovação do Sistema Hanuman demonstra uma nova maneira de acessar, rastrear e distribuir essa singularidade.
ANEXO V O que o rótulo oficial não mostra integralmente
| Dimensão | Informação adicional | Base |
|---|---|---|
| Painel de elementos | O LAMIN pesquisou dezenas de cátions/elementos além dos quatro cátions principais do rótulo. | Boletim 334 |
| Sílica/silício | 11,783 mg/L no Boletim 334. | Boletim 334 |
| Bário | 0,372 mg/L no Boletim 334; ~0,37–0,395 mg/L nas campanhas verificadas. | Boletins LAMIN |
| Estrôncio | 0,051 mg/L no Boletim 334; ~0,048–0,053 mg/L nas campanhas iniciais. | Boletins LAMIN |
| Lítio | Quantificado nas campanhas em que apresentou resultado acima do limite de quantificação e registrado <LQ no Boletim 334. | Boletins LAMIN |
| Metais abaixo do LQ | As, Pb, Cd, Fe, Cr, Ni e vários outros aparecem abaixo dos respectivos LQ no Boletim 334. | Boletim 334 |
| Isotopia | ¹⁴C, ³H, δ¹⁸O e δ²H não são parâmetros usuais | Junqueira et al. 2022 |
| de rótulo; são centrais para a história da água. | ||
| Série temporal | O rótulo usa um boletim de referência; a pesquisa científica utiliza a repetição de campanhas para compreender estabilidade e dinâmica. | ANM/LAMIN + IG-UnB |
25. Trítio: marcador temporal da Era Nuclear e da recarga moderna
O trítio (³H) é um isótopo radioativo do hidrogênio, com meia-vida de aproximadamente 12,3 anos. Ele ocorre naturalmente em pequenas quantidades por processos cosmogênicos, mas sua concentração atmosférica aumentou fortemente com os testes termonucleares da década de 1950 e do início da década de 1960. Por integrar a própria molécula da água na forma de HTO, acompanha o ciclo hidrológico e tornou-se um dos principais traçadores de recarga subterrânea moderna.
A ausência de trítio na amostra TOC1 possui significado hidrogeológico importante. Em conjunto com a idade determinada por ¹⁴C de 9.270 anos e com o modelo de circulação profunda, integra uma assinatura isotópica coerente com circulação subterrânea antiga. Em termos conceituais, a água funciona como um arquivo temporal: sua composição isotópica ajuda a distinguir diferentes histórias de recarga e circulação.
25.1. Significado hidrogeológico da ausência de trítio
- É evidência forte contra uma contribuição dominante de água recarregada após o início da era termonuclear, quando interpretada com o local, a data da coleta, o limite de detecção e outros traçadores.
- É coerente com baixa participação de recarga moderna e, portanto, com menor vulnerabilidade temporal a contaminantes cuja introdução no ambiente ocorreu predominantemente nas últimas décadas.
- Reforça, em conjunto com ¹⁴C, δ¹⁸O, δ²H e hidroquímica, a interpretação de circulação subterrânea antiga e profunda.
- Esse marcador acrescenta à caracterização uma dimensão de proteção temporal do reservatório e de sua história de circulação, complementando diretamente o amplo painel químico realizado pelo LAMIN/SGB.
25.2. Trítio como marcador temporal
A investigação isotópica e o painel químico ocupam dimensões complementares da caracterização. O trítio informa principalmente a dimensão temporal da recarga, enquanto as análises específicas do LAMIN/SGB documentam diretamente os constituintes pesquisados e seus respectivos resultados.
A leitura integrada da isotopia com o amplo painel químico e microbiológico acrescenta profundidade temporal à caracterização da Água Hanuman e à compreensão de seu sistema de circulação subterrânea.
A leitura hidrogeológica integrada associa a ausência de trítio detectável à reduzida participação de recarga moderna na componente analisada, em convergência com a idade determinada por Carbono-14 e com o modelo de circulação regional profunda.
25.3. A relação com pesticidas e contaminantes da era industrial
Essa relação é sustentada por literatura hidrogeológica independente. O U.S. Geological Survey (USGS) utiliza trítio para classificar águas subterrâneas como modernas, mistas ou pré-modernas. O próprio USGS destaca que águas pré- modernas são menos propensas a conter substâncias de uso recente, como pesticidas atuais, enquanto águas modernas apresentam maior vulnerabilidade a pesticidas, nitrato e solventes derivados das atividades humanas.
Em avaliação nacional de 1.204 poços de abastecimento nos Estados Unidos, pesticidas e seus produtos de degradação foram mais frequentemente detectados em aquíferos com maior proporção de poços rasos, não confinados e de água de idade moderna. Estudos recentes que combinam idade da água com pesticidas, PFAS e outros contaminantes emergentes mostram que a data da recarga ajuda a reconstruir a história de introdução e transporte dessas substâncias.
A ausência de trítio detectável acrescenta ao painel químico do LAMIN/SGB uma dimensão temporal: o laudo documenta os constituintes pesquisados e a isotopia, em conjunto com o Carbono-14, situa a água em sua história de circulação subterrânea.
| Evidência | O que informa | Base científica | Valor para a Água Hanuman |
|---|---|---|---|
| ³H abaixo do limite de detecção | Dimensão temporal compatível com circulação antiga e reduzida participação de recarga moderna | IG-UnB / Junqueira et al. 2022 | Assinatura isotópica temporal |
| ¹⁴C: 9.270 anos | Tempo de residência determinado por Carbono-14 para TOC1 | IG-UnB / Junqueira et al. 2022 | Documenta a circulação multimilenar |
| Painel LAMIN/SGB | Concentração dos elementos e espécies pesquisados; amplo conjunto de resultados <LQ | LAMIN/SGB | Evidência direta da qualidade analítica |
| Microbiologia | Resultados oficiais que fundamentam a aptidão atual ao envase | LAMIN/SGB + ANM | Base oficial para consumo humano e envase |
26. Sem Trítio como instrumento de consciência planetária
A presença do trítio na comunicação da Água Hanuman também possui uma dimensão ambiental e educativa: o consumidor é convidado a perceber que a água registra a história da atmosfera, do território e do tempo, conectando ciência isotópica à proteção das áreas de recarga e das águas futuras.
O ciclo hidrológico conecta atmosfera, chuva, solo, rios, aquíferos e oceanos. Quando a humanidade altera a atmosfera — por testes nucleares, emissões industriais ou liberação de substâncias persistentes — parte dessa história pode ser registrada nos compartimentos hídricos. O trítio é particularmente pedagógico porque possui uma cronologia atmosférica conhecida e é usado cientificamente como traçador de recarga moderna.
Nesse sentido, a expressão 'Sem Trítio' cumpre dupla função: descreve um resultado isotópico da fonte e estimula uma reflexão sobre a proteção da atmosfera e das zonas de recarga. O Projeto Hanuman apresenta essa dimensão como CONSCIÊNCIA PLANETÁRIA SOBRE A ÁGUA: uma leitura socioambiental fundada na relação entre atmosfera, território, recarga e tempo geológico.
O trítio torna-se, assim, um marcador de responsabilidade planetária: se a atmosfera deixa assinaturas mensuráveis na água, controlar contaminantes atmosféricos, agrícolas e industriais também integra a proteção das águas futuras. Trata- se de educação ambiental baseada em ciência isotópica.
26.1. Formulação institucional sugerida
SEM TRÍTIO — Uma assinatura isotópica de circulação antiga. O trítio é utilizado pela ciência como marcador de águas recarregadas na era nuclear. Sua ausência na amostra TOC1, resultado reportado abaixo do limite de detecção do método e interpretado em conjunto com a datação por Carbono-14, integra a caracterização de uma água de circulação subterrânea multimilenar e convida à proteção da atmosfera, das áreas de recarga e das águas das próximas gerações.
26.2. Integração da interpretação isotópica
- A força do dado isotópico está em seu significado temporal. O trítio possui produção natural cosmogênica e também uma conhecida história de incremento atmosférico na era termonuclear; por isso, sua ausência na amostra analisada é interpretada em conjunto com Carbono-14, isótopos estáveis, hidroquímica e modelo de circulação profunda.
- A informação “Sem Trítio” é apresentada como síntese comunicacional do resultado abaixo do limite de detecção do método. Ela acrescenta a dimensão do tempo ao painel químico: o LAMIN documenta os constituintes pesquisados; a isotopia ajuda a compreender a história hidrogeológica da água.
- Química, microbiologia e isotopia constituem linhas complementares de evidência e, reunidas, oferecem uma caracterização multidimensional da Água Hanuman.
27. Convergência das evidências: métodos independentes, uma identidade científica integrada
A força da caracterização científica da Água Hanuman está na convergência de métodos independentes. A água reúne um marcador temporal (³H), um relógio isotópico de longa escala (¹⁴C), uma assinatura hidrogeoquímica acompanhada ao longo de campanhas sucessivas, um amplo painel analítico oficial LAMIN/SGB, classificação pela ANM e investigação hidrogeológica e isotópica pelo IG-UnB.
O amplo painel analítico do Boletim nº 063/LAMIN/2023 demonstra diretamente que os compostos orgânicos voláteis e semivoláteis pesquisados — incluindo defensivos agrícolas, solventes e outros compostos orgânicos de interesse ambiental — apresentaram resultados abaixo dos respectivos limites de quantificação. Em convergência com as demais campanhas LAMIN/SGB, a classificação da ANM e os estudos hidrogeológicos e isotópicos do IG-UnB, esses resultados integram uma base científica multidimensional sobre a composição, identidade, origem, tempo e história da Água Hanuman.
28. Referências bibliográficas científicas complementares
- 1. JUNQUEIRA, T. P.; CAMPOS, J. E. G.; MARTINS-FERREIRA, M. A. C.; GARNIER, J.; FREITAS-SILVA, F. H. Hydrochemical and age constraints of the Chapada dos Veadeiros geothermal reservoir, central Brazil. Groundwater for Sustainable Development, 17, 100724, 2022. DOI: 10.1016/j.gsd.2022.100724.
- 2. JUNQUEIRA, T. P. Modelo Conceitual das Águas Termais da Região da Chapada dos Veadeiros (GO): Estudos Estruturais, Hidroquímicos e Isotópicos. Dissertação de Mestrado, Instituto de Geociências, Universidade de Brasília, 2020.
- 3. MOURA, C. O. et al. Estimativa das reservas hídricas do Sistema Aquífero Termal da Falha São Joaquim, Chapada dos Veadeiros, Goiás. Derbyana, v. 46, 2025. DOI: 10.69469/derb.v46.860.
- 4. LINDSEY, B. D.; JURGENS, B. C.; BELITZ, K. Tritium as an indicator of modern, mixed, and premodern groundwater age. U.S. Geological Survey Scientific Investigations Report 2019-5090, 2019. DOI: 10.3133/sir20195090.
- 5. U.S. GEOLOGICAL SURVEY. Groundwater Age. Water Resources Mission Area. Síntese sobre relação entre idade da água, recarga moderna e vulnerabilidade a pesticidas, nitrato, solventes e contaminantes geogênicos.
- 6. BEXFIELD, L. M. et al. Pesticides and Pesticide Degradates in Groundwater Used for Public Supply across the United States: Occurrence and Human-Health Context. Environmental Science & Technology, 55(1), 362-372, 2021. DOI: 10.1021/acs.est.0c05793.
- 7. BROERS, H. P. et al. Mobility and persistence of pesticides and emerging contaminants in age-dated and redox-classified groundwater under a range of land use types. Science of the Total Environment, 954, 176344, 2024. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2024.176344.
- 8. JASECHKO, S. et al. Modern groundwater reaches deeper depths in heavily pumped aquifer systems. Nature Communications, 13, 5263, 2022. DOI: 10.1038/s41467-022-32954-1.
- 9. KHEAMSIRI, K. et al. Tritium concentration in bottled drinking water and internal dose assessment. Journal of Radioanalytical and Nuclear Chemistry, 333, 2597-2603, 2024. DOI: 10.1007/s10967-023-09054-5.
- 10. AKATA, N. et al. Tritium Concentration in Natural Spring Water Collected at Hirosaki, Japan. Plasma and Fusion Research, 18, 2405030, 2023. DOI: 10.1585/pfr.18.2405030.
- 11. INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY (IAEA). Isotope methods and environmental tracers applied to groundwater recharge and residence-time assessment. IAEA technical publications; tritium as tracer of modern recharge.
29. Referências documentais oficiais e institucionais
- 1. AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Parecer Técnico nº 134/2023/DIFIS-GO/GER-GO. Classificação de água - Fonte Hanuman I. Processo ANM 860.360/2017.
- 2. AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO. Cumprimento de exigência de análise microbiológica - Fonte Hanuman I.
- 3. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL / LAMIN. Boletim 063/LAMIN/2023 - Fonte Hanuman I.
- 4. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL / LAMIN. Boletim 161/LAMIN/2023 - Fonte Hanuman I.
- 5. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL / LAMIN. Boletim 257/LAMIN/2023 - Fonte Hanuman I.
- 6. SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL / LAMIN. Boletim 334/LAMIN/2023 - Fonte Hanuman I.
- 7. HANUMAN MINAS LTDA. Relatório Final de Pesquisa - Processo ANM 860.360/2017.
- 8. HANUMAN MINAS LTDA. Contribuição à Tomada de Subsídios nº 04/2026 - Sandbox Regulatório da ANM: arcabouço operacional do HWT/NWA.
- 9. HANUMAN MINAS LTDA. Sistema do Terroir Mineral - Framework institucional e portfólio multissegmento, 2026.
30. Síntese pública
A Água Hanuman é uma Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte, de origem hidrogeológica profunda na Chapada dos Veadeiros, com perfil mineral equilibrado, assinatura hidrogeoquímica persistente, idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14 pela Beta Analytic (EUA) e ausência de trítio pelo CDTN/CNEN. Sua circulação multimilenar ocorre em sistema geológico cristalino de aproximadamente 2,1 bilhões de anos. LAMIN/SGB, ANM e IG-UnB documentam, por caminhos complementares, a água, sua composição, sua origem, seu tempo e sua história hidrogeológica. Essa convergência fundamenta o conceito inaugurado pela Água Hanuman: o Terroir Mineral da Chapada dos Veadeiros.
Água Hanuman
O tempo da Terra em estado líquido.
O Terroir Mineral da Chapada dos Veadeiros.
Matéria-prima para hidratar, criar e inovar.
1 HWT = 1 litro de Água Hanuman
Um token. Infinitas possibilidades.





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