Água Hanuman para Água Mineral

Água para beber todos os dias, com 9.270 anos de origem documentada.

Antes de ser ingrediente, a Água Hanuman é água mineral para beber: mineralização equilibrada, aptidão ao envase reconhecida pela ANM e uma história geológica que nenhum rótulo comum consegue contar.

  • Aptaao envase para consumo humano · ANM 78/2025
  • 156,98 mg/Lresíduo de evaporação · mineralização equilibrada
  • 9.270 anosidade por Carbono-14

Vantagens para Água Mineral

Por que escolher a Água Hanuman

Aptidão oficial ao envase

A ANM reconheceu, em 2025, a adequação da água ao envase para consumo humano por ingestão, após ensaios microbiológicos representativos.

Parecer Técnico ANM nº 78/2025

Mineralização equilibrada

Cálcio, magnésio e bicarbonato naturais, com sódio naturalmente baixo — o perfil que acompanha o consumidor copo a copo.

Boletim 334/LAMIN/2023

Pureza pré-industrial

Ausência de trítio na amostra analisada: água de circulação antiga, com baixa participação de recarga moderna.

CDTN/CNEN

Uma história em cada copo

Infiltrada nas terras altas da Chapada dos Veadeiros, circulou 9.270 anos por rocha cristalina até emergir a 42°C.

C-14 · Beta Analytic (EUA)

Para quem

  • Consumo diário premium
  • Hotelaria e restaurantes
  • Empórios e lojas especializadas
  • Fine waters e colecionadores

O mercado

  • 41,3°CTemperatura de referência do rótuloBoletim 334/LAMIN/2023
  • 156,98 mg/LResíduo de evaporação a 180°CMineralização natural equilibrada
  • 9.270 anosIdade por Carbono-14 · TOC1Junqueira et al. (2022)
  • AptaEnvase para consumo humano por ingestãoParecer ANM 78/2025
Nota Técnica · conteúdo integralTerroir Mineral Multimilenar · Hidratação Diária · Segmento Âncora · Rastreabilidade de Origem · Setembro 2026

"Antes de ser café, chá, vinho, cerveja, cosmético ou cozinha, a Água Hanuman é água para beber. Infiltrada nas terras altas da Chapada dos Veadeiros, ela percorreu por 9.270 anos as fraturas de um embasamento cristalino de 2,1 bilhões de anos até emergir a 42°C na Fonte Hanuman I. Cada copo carrega território, rocha e tempo. Não é uma água com terroir. É o terroir em estado líquido."

Água Hanuman · Matéria-Prima Mineral
ÁGUA MINERAL HIPERTERMAL MULTIMILENAR – SEM TRÍTIO – DA CHAPADA DOS VEADEIROS
42°C
Hipertermal na Fonte
9.270 anos
Carbono-14 · Beta Analytic
Sem Trítio
Assinatura Isotópica · CDTN/CNEN
2,1 Ga
Formação Cristalina

A caracterização integral da Água Hanuman — hidrogeologia, composição mineral, hipertermalidade, datação por Carbono-14, isotopia e classificação ANM — encontra-se documentada na Nota Técnica Científica-Mãe. Esta Nota desenvolve especificamente sua expressão como água mineral hipertermal para hidratação humana — o segmento âncora do portfólio e a expressão mais direta e universal do recurso.

O Tempo da Terra em Estado Líquido: A Água Hanuman para Hidratação

Pareceres ANM 134/2023 e 78/2025 · Boletins LAMIN/SGB 063, 161, 257, 334/2023 · Junqueira et al. (2022) · Moura et al. (2025)
I. Hidratação — O Segmento Âncora da Água Hanuman

"Quanto tempo de residência e circulação na rocha para a água surgir na Fonte?"

41,3°C
Temperatura de referência do rótulo
Boletim 334/LAMIN/2023
156,98 mg/L
Resíduo de evaporação a 180°C
Mineralização natural equilibrada
9.270 anos
Idade por Carbono-14 · TOC1
Junqueira et al. (2022)
Apta
Envase para consumo humano por ingestão
Parecer ANM 78/2025

A Nota Técnica-Mãe define a Água Hanuman como matéria-prima para hidratar, criar e inovar. Das onze expressões do portfólio, a hidratação é a primeira na ordem natural das coisas: é o uso mais direto, cotidiano e universal do recurso, e o único que entrega a água ao consumidor exatamente como a Terra a produziu — sem receita, sem infusão, sem fermentação. Todas as demais frentes (cafés, chás, cosméticos, florais, kombuchas, vinhos, cervejas, sucos, cozinha gourmet e medicina termalista) partem desta mesma água. Por isso, esta Nota ocupa a posição de segmento âncora.

Para a hidratação, o que a ciência oferece ao consumidor não é uma promessa de efeito, mas uma certidão de origem: onde a água nasce, por onde passou, quanto tempo levou, o que contém, o que foi pesquisado e não encontrado, e quem atesta cada dado. Esse é o conteúdo que o QR code do rótulo conduz o consumidor a conhecer.

II. Identidade Oficial — Classificação ANM e Aptidão ao Envase

A Fonte Hanuman I integra o processo ANM 860.360/2017, no Povoado Garimpinho, Niquelândia (GO). O Parecer Técnico nº 134/2023/DIFIS-GO/GER-GO consolidou quatro campanhas oficiais LAMIN/SGB e classificou a água como "Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte", adotando o Boletim 334/LAMIN/2023 como referência para o rótulo. O Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO registrou ausência de indícios de contaminação e concluiu pela adequação da água ao envase para consumo humano na forma de ingestão.

Parâmetro de rótulo (Boletim 334/LAMIN/2023)ValorLeitura para hidratação
pH a 25°C7,28Faixa próxima da neutralidade, levemente alcalina
Temperatura da água na fonte41,3°CHipertermal na surgência; servida à temperatura de preferência do consumidor
Condutividade elétrica a 25°C252,8 µS/cmNível global de mineralização estável entre campanhas
Resíduo de evaporação a 180°C156,98 mg/LMineralização natural moderada, adequada ao consumo diário
ClassificaçãoÁgua Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte — Parecer ANM 134/2023
Aptidão ao envaseAdequada ao envase para consumo humano na forma de ingestão — Parecer ANM 78/2025

Para rotulagem, prevalecem o valor e a forma definidos pela ANM no documento de referência (Boletim 334/LAMIN/2023). O destaque "42°C" é documentado na série acadêmica TOC1 e na campanha 161/LAMIN/2023.

III. O Percurso da Água — Da Chuva ao Copo em 9.270 Anos

As pesquisas do IG-UnB situam as águas termais da Chapada dos Veadeiros em um sistema de aquíferos fraturados associado à Falha São Joaquim, em terrenos predominantemente cristalinos. O modelo conceitual descreve quatro etapas: infiltração da chuva nas áreas topograficamente elevadas da Chapada; circulação ao longo de fraturas e falhas; aprofundamento e aquecimento geotérmico; e descarga em cotas mais baixas, onde a água emerge naturalmente quente.

  • 01Recarga — chuvas infiltradas nas terras altas da Chapada dos Veadeiros, na região do atual Parque Nacional.
  • 02Circulação profunda — percurso pelas fraturas do embasamento cristalino, em contato com quartzo, ametista, berilo, turmalina, ouro e outros minerais da região.
  • 03Tempo — idade de 9.270 anos determinada por Carbono-14 na amostra TOC1/Grupo 3, o componente de maior temperatura e maior profundidade/tempo de circulação do sistema.
  • 04Surgência — emergência natural a 40,8–42,0°C na Fonte Hanuman I, com assinatura térmica e hidroquímica persistente.
Rocha antiga, água milenar — duas grandezas distintas

A idade de aproximadamente 2,1 bilhões de anos pertence às rochas do embasamento cristalino, não à água. A água é muito mais jovem: 9.270 anos por Carbono-14. O valor científico está justamente na interação de uma água de circulação milenar com um arcabouço rochoso muito mais antigo.

IV. Composição Mineral — Quatro Campanhas Oficiais LAMIN/SGB · 2023
CampanhaDataT (°C)CaMgNaKSiHCO₃SO₄ClF
063/202314/0340,825,50010,5553,4432,63811,601136,714,190,810,11
161/202315/0542,024,67112,0614,3432,89212,253144,554,270,840,12
257/202317/0741,926,37512,9514,7893,31812,669155,864,250,830,12
334/2023 · Rótulo18/1041,326,74013,0084,7033,13211,783156,844,240,850,11

Fonte: Boletins oficiais LAMIN/SGB/CPRM 063, 161, 257 e 334/2023; Parecer Técnico ANM nº 134/2023. Unidades: mg/L (exceto temperatura).

O perfil é de uma água bicarbonatada cálcio-magnesiana: cálcio e magnésio respondem por cerca de 89% da carga de cátions (em miliequivalentes) e o bicarbonato por cerca de 96% da carga de ânions, com sódio e cloreto em proporções baixas e equilibradas. O balanço iônico calculado a partir do Boletim 334 fecha com diferença inferior a 0,1%, indicador da consistência analítica do laudo. A sílica dissolvida (Si 11,783 mg/L, equivalente a ~25 mg/L de SiO₂) é marcador direto da interação prolongada com o quartzo do embasamento.

Entre março e outubro de 2023, sob condições climáticas distintas, a temperatura permaneceu entre 40,8 e 42,0°C e a condutividade entre 248,0 e 269,4 µS/cm. Na série acadêmica TOC1 (sete registros, 2018–2022), a condutividade média é ~256 µS/cm; na série oficial, ~254,8 µS/cm. Para o consumidor, isso significa uma água de assinatura persistente: a mesma identidade mineral, campanha após campanha.

V. Perfil Mineral na Hidratação Diária

A hidratação é a função primária de qualquer água potável. Referências internacionais de ingestão adequada de água total para adultos — como as da EFSA (2010), da ordem de 2,0 L/dia para mulheres e 2,5 L/dia para homens, somando bebidas e alimentos — mostram que a água consumida diariamente é um dos principais volumes ingeridos pelo organismo. Nesse volume, a composição mineral natural da água acompanha o consumidor todos os dias.

ConstituintePor litroEm 2 litrosVDR adulto*Leitura
Cálcio26,74 mg53,5 mg1.000 mg (≈5,3%)Macromineral dominante da assinatura
Magnésio13,01 mg26,0 mg420 mg (≈6,2%)Macromineral recorrente; relação Ca/Mg equilibrada
Sódio4,70 mg9,4 mg2.000 mg (≈0,5%)Teor naturalmente baixo
Potássio3,13 mg6,3 mg3.500 mg (≈0,2%)Componente recorrente
Bicarbonato156,84 mg313,7 mg—Ânion predominante; sustenta o pH próximo da neutralidade
Fluoreto0,11 mg0,22 mg—Base da classificação "fluoretada"

* Valores Diários de Referência para adultos (ANVISA, IN nº 75/2020). Cálculo informativo derivado do Boletim 334/LAMIN/2023. Dureza total calculada: ~120 mg/L como CaCO₃. Resíduo de evaporação de 156,98 mg/L enquadra-se como "baixo conteúdo mineral" no critério europeu (Diretiva 2009/54/CE: ≤ 500 mg/L).

A Água Hanuman apresenta-se como aquilo que é: água mineral natural, de mineralização equilibrada, origem documentada e identidade persistente — para beber todos os dias.

VI. Refinamento Analítico — Leitura Integrada dos Boletins LAMIN/SGB

A leitura integrada dos boletins revela que a caracterização da Fonte Hanuman I é mais ampla do que a síntese regulatória empregada no Parecer nº 134/2023. Cada campanha reúne medições de campo e laboratório que, consideradas em conjunto, aprofundam a compreensão da assinatura físico-química da água.

Os boletins registram séries de pH e condutividade obtidas em diferentes condições e etapas analíticas. Para a comunicação regulatória e rotulagem, prevalecem os valores expressamente consolidados pela ANM; para a leitura científica, as séries complementares ampliam a caracterização do comportamento da água.

A condutividade apresenta elevada convergência entre a série acadêmica e as campanhas oficiais, reforçando a persistência do nível global de mineralização e da assinatura hidrogeoquímica do sistema.

CampanhapH a 25°C (síntese ANM)pH – outra determinaçãoEC a 25°C (síntese ANM)EC – análise química
063/LAMIN/20237,207,54269,4268,6
161/LAMIN/20237,748,12248,0264,9
257/LAMIN/20237,218,05249,0269,6
334/LAMIN/20237,287,71252,8260,4

Fonte: Boletins 063, 161, 257 e 334/LAMIN/2023; Parecer Técnico ANM nº 134/2023. As colunas devem ser interpretadas conforme o método/etapa analítica indicada no boletim. EC em µS/cm.

A coexistência dessas séries é cientificamente valiosa porque registra a água sob diferentes condições de medição e amplia a documentação de parâmetros sensíveis à temperatura, ao equilíbrio carbonático e ao protocolo analítico.

VI.1  Elementos e espécies quantificados nas campanhas oficiais

Considerando o conjunto das quatro campanhas oficiais, a Água Hanuman apresenta uma matriz mineral natural mais ampla do que aquela reproduzida no rótulo. A tabela a seguir reúne os principais elementos e espécies efetivamente quantificados em pelo menos uma campanha, preservando o valor máximo observado no conjunto disponível.

ConstituinteValor máximo observadoCampanha de referênciaLeitura na assinatura
Cálcio (Ca)26,740 mg/L334/LAMIN/2023Macromineral recorrente
Magnésio (Mg)13,008 mg/L334/LAMIN/2023Macromineral recorrente
Silício (Si)12,669 mg/L257/LAMIN/2023Presença persistente
Sódio (Na)4,789 mg/L257/LAMIN/2023Componente recorrente
Potássio (K)3,318 mg/L257/LAMIN/2023Componente recorrente
Sulfato (SO₄²⁻)4,27 mg/L161/LAMIN/2023Ânion quantificado
Cloreto (Cl⁻)0,85 mg/L334/LAMIN/2023Ânion quantificado
Bário (Ba)0,395 mg/L161/LAMIN/2023Elemento-traço da assinatura
Fluoreto (F⁻)0,12 mg/L161 e 257/LAMIN/2023Base da classificação fluoretada
Nitrato (NO₃⁻)0,12 mg/L063/LAMIN/2023Espécie quantificada
Estrôncio (Sr)0,053 mg/L161/LAMIN/2023Elemento-traço da assinatura
Zinco (Zn)0,031 mg/L063/LAMIN/2023Elemento-traço quantificado
Brometo (Br⁻)0,02 mg/L161/LAMIN/2023Espécie-traço quantificada
Lítio (Li)0,008 mg/L161/LAMIN/2023Elemento-traço quantificado em campanhas
VI.2  Boletim 334/LAMIN/2023: matriz analítica além do rótulo

O Boletim 334, escolhido pela ANM como referência para o rótulo, é particularmente útil para demonstrar que a composição impressa ao consumidor corresponde apenas a uma fração do painel efetivamente pesquisado. A tabela abaixo preserva a linguagem metrológica do laudo: valores com "<" estão abaixo do limite de quantificação informado; "—" significa que o boletim não apresenta resultado numérico naquela linha.

Cátion/elementoResultado (mg/L)LQ (mg/L)
Alumínio<0,0300,030
Antimônio<0,0020,002
Arsênio<0,0050,005
Bário0,3720,010
Berílio<0,0020,002
Boro<0,1000,100
Cádmio<0,0020,002
Cálcio26,7400,200
Chumbo<0,0050,005
Cobalto<0,0050,005
Cobre<0,0050,005
Cromo<0,0050,005
Estanho<0,0100,010
Estrôncio0,0510,010
Ferro<0,0100,010
Lítio<0,0050,005
Magnésio13,0080,010
Manganês<0,0100,010
Molibdênio<0,0050,005
Níquel<0,0050,005
Potássio3,1320,100
Selênio<0,0020,002
Silício11,7830,500
Sódio4,7030,200
Titânio<0,0050,005
Vanádio<0,0050,005
Zinco<0,0100,010
Mercúrio inorgânico<0,00030,0003
Ânion/parâmetroResultado (mg/L)LQ (mg/L)
Fluoreto0,110,01
Cloreto0,850,02
Nitrito—0,02
Brometo<0,010,01
Nitrato0,110,01
Sulfato4,240,01
Fosfato<0,100,10
Clorito—0,01
Bromato—0,01
Cianeto livre<0,030,03

Fonte: Boletim 334/LAMIN/2023, páginas de cátions e ânions.

A matriz analítica do Boletim 334/LAMIN/2023 revela uma composição mineral natural mensurável — com cálcio, magnésio, sódio, potássio, silício, bário e estrôncio, entre outros constituintes — e registra numerosos elementos e espécies de interesse ambiental abaixo dos respectivos limites de quantificação. O conjunto amplia a caracterização oficial da Água Hanuman para além dos parâmetros selecionados para rotulagem.

O lítio integra a série analítica oficial: foi quantificado em campanhas anteriores (0,007–0,008 mg/L nas duas primeiras séries disponíveis) e registrado abaixo do limite de quantificação no Boletim 334, demonstrando a importância da leitura temporal do conjunto de campanhas.

VII. Trítio — Marcador Temporal da Era Nuclear e da Recarga Moderna

O trítio (³H) é um isótopo radioativo do hidrogênio, com meia-vida de aproximadamente 12,3 anos. Ele ocorre naturalmente em pequenas quantidades por processos cosmogênicos, mas sua concentração atmosférica aumentou fortemente com os testes termonucleares da década de 1950 e do início da década de 1960. Por integrar a própria molécula da água na forma de HTO, acompanha o ciclo hidrológico e tornou-se um dos principais traçadores de recarga subterrânea moderna.

A ausência de trítio na amostra TOC1 possui significado hidrogeológico importante. Em conjunto com a idade determinada por ¹⁴C de 9.270 anos e com o modelo de circulação profunda, integra uma assinatura isotópica coerente com circulação subterrânea antiga. Em termos conceituais, a água funciona como um arquivo temporal: sua composição isotópica ajuda a distinguir diferentes histórias de recarga e circulação.

Assinatura Isotópica — TOC1 / Grupo 3 — Junqueira et al. (2022) · Groundwater for Sustainable Development
9.270 anos
Carbono-14 · Beta Analytic (EUA)
31,6 pmC · δ¹³C −11,30‰
Sem Trítio
³H · CDTN/CNEN
Abaixo do limite de detecção do método
−6,23 ‰
δ¹⁸O
Origem meteórica
−38,02 ‰
δ²H
Circulação profunda
VII.1  Significado hidrogeológico da ausência de trítio
  • É evidência forte contra uma contribuição dominante de água recarregada após o início da era termonuclear, quando interpretada com o local, a data da coleta, o limite de detecção e outros traçadores.
  • É coerente com baixa participação de recarga moderna e, portanto, com menor vulnerabilidade temporal a contaminantes cuja introdução no ambiente ocorreu predominantemente nas últimas décadas.
  • Reforça, em conjunto com ¹⁴C, δ¹⁸O, δ²H e hidroquímica, a interpretação de circulação subterrânea antiga e profunda.
  • Esse marcador acrescenta à caracterização uma dimensão de proteção temporal do reservatório e de sua história de circulação, complementando diretamente o amplo painel químico realizado pelo LAMIN/SGB.
VII.2  Trítio como marcador temporal

A investigação isotópica e o painel químico ocupam dimensões complementares da caracterização. O trítio informa principalmente a dimensão temporal da recarga, enquanto as análises específicas do LAMIN/SGB documentam diretamente os constituintes pesquisados e seus respectivos resultados.

A leitura integrada da isotopia com o amplo painel químico e microbiológico acrescenta profundidade temporal à caracterização da Água Hanuman e à compreensão de seu sistema de circulação subterrânea. A leitura hidrogeológica integrada associa a ausência de trítio detectável à reduzida participação de recarga moderna na componente analisada, em convergência com a idade determinada por Carbono-14 e com o modelo de circulação regional profunda.

VII.3  A relação com pesticidas e contaminantes da era industrial

Essa relação é sustentada por literatura hidrogeológica independente. O U.S. Geological Survey (USGS) utiliza trítio para classificar águas subterrâneas como modernas, mistas ou pré-modernas. O próprio USGS destaca que águas pré-modernas são menos propensas a conter substâncias de uso recente, como pesticidas atuais, enquanto águas modernas apresentam maior vulnerabilidade a pesticidas, nitrato e solventes derivados das atividades humanas.

Em avaliação nacional de 1.204 poços de abastecimento nos Estados Unidos, pesticidas e seus produtos de degradação foram mais frequentemente detectados em aquíferos com maior proporção de poços rasos, não confinados e de água de idade moderna. Estudos recentes que combinam idade da água com pesticidas, PFAS e outros contaminantes emergentes mostram que a data da recarga ajuda a reconstruir a história de introdução e transporte dessas substâncias.

A ausência de trítio detectável acrescenta ao painel químico do LAMIN/SGB uma dimensão temporal: o laudo documenta os constituintes pesquisados e a isotopia, em conjunto com o Carbono-14, situa a água em sua história de circulação subterrânea.

EvidênciaO que informaBase científicaValor para a Água Hanuman
³H abaixo do limite de detecçãoDimensão temporal compatível com circulação antiga e reduzida participação de recarga modernaIG-UnB / Junqueira et al. 2022Assinatura isotópica temporal
¹⁴C: 9.270 anosTempo de residência determinado por Carbono-14 para TOC1IG-UnB / Junqueira et al. 2022Documenta a circulação multimilenar
Painel LAMIN/SGBConcentração dos elementos e espécies pesquisados; amplo conjunto de resultados <LQLAMIN/SGBEvidência direta da qualidade analítica
MicrobiologiaResultados oficiais que fundamentam a aptidão atual ao envaseLAMIN/SGB + ANMBase oficial para consumo humano e envase
VII.4  Sem Trítio como instrumento de consciência planetária

A presença do trítio na comunicação da Água Hanuman também possui uma dimensão ambiental e educativa: o consumidor é convidado a perceber que a água registra a história da atmosfera, do território e do tempo, conectando ciência isotópica à proteção das áreas de recarga e das águas futuras.

O ciclo hidrológico conecta atmosfera, chuva, solo, rios, aquíferos e oceanos. Quando a humanidade altera a atmosfera — por testes nucleares, emissões industriais ou liberação de substâncias persistentes — parte dessa história pode ser registrada nos compartimentos hídricos. O trítio é particularmente pedagógico porque possui uma cronologia atmosférica conhecida e é usado cientificamente como traçador de recarga moderna.

Nesse sentido, a expressão "Sem Trítio" cumpre dupla função: descreve um resultado isotópico da fonte e estimula uma reflexão sobre a proteção da atmosfera e das zonas de recarga. O Projeto Hanuman apresenta essa dimensão como CONSCIÊNCIA PLANETÁRIA SOBRE A ÁGUA: uma leitura socioambiental fundada na relação entre atmosfera, território, recarga e tempo geológico.

O trítio torna-se, assim, um marcador de responsabilidade planetária: se a atmosfera deixa assinaturas mensuráveis na água, controlar contaminantes atmosféricos, agrícolas e industriais também integra a proteção das águas futuras. Trata-se de educação ambiental baseada em ciência isotópica.

VII.5  Formulação institucional sugerida

SEM TRÍTIO — Uma assinatura isotópica de circulação antiga. O trítio é utilizado pela ciência como marcador de águas recarregadas na era nuclear. Sua ausência na amostra TOC1, resultado reportado abaixo do limite de detecção do método e interpretado em conjunto com a datação por Carbono-14, integra a caracterização de uma água de circulação subterrânea multimilenar e convida à proteção da atmosfera, das áreas de recarga e das águas das próximas gerações.

A água registra a história da atmosfera, do território e do tempo. Proteger o ar, o solo e as áreas de recarga é proteger a água das próximas gerações.
VII.6  Integração da interpretação isotópica
  • A força do dado isotópico está em seu significado temporal. O trítio possui produção natural cosmogênica e também uma conhecida história de incremento atmosférico na era termonuclear; por isso, sua ausência na amostra analisada é interpretada em conjunto com Carbono-14, isótopos estáveis, hidroquímica e modelo de circulação profunda.
  • A informação "Sem Trítio" é apresentada como síntese comunicacional do resultado abaixo do limite de detecção do método. Ela acrescenta a dimensão do tempo ao painel químico: o LAMIN documenta os constituintes pesquisados; a isotopia ajuda a compreender a história hidrogeológica da água.
  • Química, microbiologia e isotopia constituem linhas complementares de evidência e, reunidas, oferecem uma caracterização multidimensional da Água Hanuman.
VIII. HWT — Camada de Acesso à Matéria-Prima
1 HWT = 1 Litro de Água Hanuman
O HWT — Hanuman Water Token organiza uma forma digital de acesso, rastreabilidade e destinação da Água Hanuman. No modelo do Projeto Hanuman, 1 HWT corresponde ao direito de acesso a 1 litro de Água Hanuman. O token não cria as propriedades da água: elas existem independentemente dele. Na hidratação, o litro de água é a unidade mais literal dessa correspondência — o litro que se bebe é o litro que o token representa.

Ciência e acesso ocupam funções distintas e complementares: a Nota Técnica-Mãe documenta a água; as Notas Técnicas setoriais desenvolvem suas aplicações; o HWT organiza o acesso à matéria-prima física e sua rastreabilidade.

IX. Agenda Científica do Segmento Hidratação
  • Monitoramento de lotes envasados: estabilidade de pH, condutividade e íons principais entre surgência, envase e prateleira.
  • Controle microbiológico por lote e validação da cadeia de envase, conforme as exigências sanitárias aplicáveis.
  • Painel sensorial padronizado (sabor, textura, persistência) com protocolo cego comparativo, para caracterização descritiva da água à mesa.
  • Estudos de compatibilidade da embalagem (materiais, luz, temperatura) com a assinatura mineral.
  • Medição simultânea de pH na temperatura da fonte e a 25°C; repetição periódica de ³H, δ¹⁸O, δ²H e nova datação por ¹⁴C em campanha de confirmação.
X. Referências
  • AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Parecer Técnico nº 134/2023/DIFIS-GO/GER-GO. Classificação de água — Fonte Hanuman I. Processo ANM 860.360/2017.
  • AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO. Cumprimento de exigência de análise microbiológica — Fonte Hanuman I.
  • SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL / LAMIN. Boletins 063, 161, 257 e 334/LAMIN/2023 — Fonte Hanuman I, Pov. Garimpinho/Niquelândia – GO.
  • Junqueira, T.P.; Campos, J.E.G.; Martins-Ferreira, M.A.C.; Garnier, J.; Freitas-Silva, F.H. (2022). Hydrochemical and age constraints of the Chapada dos Veadeiros geothermal reservoir, central Brazil. Groundwater for Sustainable Development, 17, 100724. DOI: 10.1016/j.gsd.2022.100724.
  • Junqueira, T.P. (2020). Modelo Conceitual das Águas Termais da Região da Chapada dos Veadeiros (GO). Dissertação de Mestrado, IG-UnB.
  • Moura, C.O. et al. (2025). Estimativa das reservas hídricas do Sistema Aquífero Termal da Falha São Joaquim, Chapada dos Veadeiros, Goiás. Derbyana, v. 46. DOI: 10.69469/derb.v46.860.
  • Lindsey, B.D.; Jurgens, B.C.; Belitz, K. (2019). Tritium as an indicator of modern, mixed, and premodern groundwater age. USGS Scientific Investigations Report 2019-5090. DOI: 10.3133/sir20195090.
  • Bexfield, L.M. et al. (2021). Pesticides and Pesticide Degradates in Groundwater Used for Public Supply across the United States: Occurrence and Human-Health Context. Environmental Science & Technology, 55(1), 362–372. DOI: 10.1021/acs.est.0c05793.
  • Broers, H.P. et al. (2024). Mobility and persistence of pesticides and emerging contaminants in age-dated and redox-classified groundwater under a range of land use types. Science of the Total Environment, 954, 176344. DOI: 10.1016/j.scitotenv.2024.176344.
  • U.S. Geological Survey. Groundwater Age. Water Resources Mission Area — idade da água, recarga moderna e vulnerabilidade a pesticidas, nitrato e solventes.
  • International Atomic Energy Agency (IAEA). Isotope methods and environmental tracers applied to groundwater recharge and residence-time assessment.
  • EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition and Allergies (2010). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for water. EFSA Journal, 8(3):1459.
  • ANVISA. Instrução Normativa nº 75/2020 — requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional (Valores Diários de Referência).
  • União Europeia. Diretiva 2009/54/CE — exploração e comercialização de águas minerais naturais (Anexo III, menções de mineralização).
  • HANUMAN MINAS LTDA. Nota Técnica Científica-Mãe — Água Hanuman: O Terroir Mineral da Chapada dos Veadeiros. Versão 1, Setembro/2026.
ANEXO I. Quatro Campanhas Oficiais LAMIN/SGB
CampanhaDataT (°C)pH a 25°CpH outra det.EC (µS/cm)Res. 180°CCaMgNaKHCO₃
063/LAMIN/202314/03/202340,87,207,54269,4141,0025,50010,5553,4432,638136,71
161/LAMIN/202315/05/202342,07,748,12248,0148,2924,67112,0614,3432,892144,55
257/LAMIN/202317/07/202341,97,218,05249,0158,2126,37512,9514,7893,318155,86
334/LAMIN/202318/10/202341,37,287,71252,8156,9826,74013,0084,7033,132156,84

Fonte: Parecer Técnico ANM nº 134/2023 e boletins LAMIN correspondentes. Concentrações em mg/L. Boletim 334/LAMIN/2023: referência adotada pela ANM para o rótulo.

"O rótulo conta apenas uma parte da história. Os laudos, as séries temporais, a hidrogeologia e a isotopia revelam o sistema inteiro. Água Hanuman — o tempo da Terra em estado líquido."

Nota de Integridade — O que sabemos, afirmamos. O que os dados permitem inferir, defendemos. O que a experiência revela, registramos. O que ainda não sabemos, investigamos. Os parâmetros minerais são documentados nos laudos LAMIN/SGB/CPRM e nos pareceres da ANM; os dados isotópicos, em Junqueira et al. (2022). Os cálculos de contribuição mineral, dureza e balanço iônico são derivados do Boletim 334 e têm caráter informativo. "Sem Trítio" sintetiza resultado abaixo do limite de detecção do método na amostra TOC1. HWT: 1 HWT = direito de acesso a 1 litro de Água Hanuman.

HWT · Hanuman Water Token

1 HWT = 1 litro de Água Hanuman.

O token organiza o acesso à matéria-prima física: reserve agora o seu volume na pré-venda, com rastreabilidade de origem, lote e destino. A comunidade experimenta, a experiência vira conhecimento.

  • US$ 2,00por litro na pré-venda
  • Um token.Infinitas possibilidades.