Água Hanuman para Cervejas Especiais & Artesanais

A base mais limpa e rastreável para cervejeiros de precisão no Brasil.

Burton, Dublin, Munique e Pilsen nasceram de águas locais. A Água Hanuman é uma tela em branco documentada: sem cloro, sem ferro, sem metais pesados e com sulfato e cloreto abaixo de 5 mg/L.

  • < 5 mg/Lsulfato e cloreto
  • 136–162 mg/Lbicarbonato
  • n.d.cloro, ferro e metais pesados

Vantagens para Cervejas Especiais & Artesanais

Por que escolher a Água Hanuman

Tela em branco

Sulfato e cloreto muito baixos: qualquer perfil-alvo é construído com sal, sem contaminantes interferindo.

Nota Técnica · Seção 2.3

A favor dos escuros

A alcalinidade natural trabalha a favor de stouts, porters e dunkels sem carbonato adicional.

Nota Técnica · Seção 2.4

Vantagem nas sem álcool

Sem o álcool para mascarar defeitos, a pureza da água vira protagonista sensorial.

Nota Técnica · Seção VIII

Single water origin

Edições limitadas com água de 9.270 anos e frutos do Cerrado — uma narrativa que nenhuma outra cervejaria tem.

Nota Técnica · Seção V

Para quem

  • Cervejarias artesanais premium
  • Competições (BJCP, World Beer Cup)
  • Edições limitadas
  • Cervejas sem álcool
  • Cervejas do Cerrado
  • Exportação

O mercado

  • US$ 94,2 BiCerveja artesanal 2025Grand View Research · CAGR 7,9%
  • US$ 170,6 BiProjeção 2033Grand View Research, 2026
  • US$ 22,5 BiHigh-end craft beer 2025HTF Market Intelligence, 2026
  • US$ 22,4 BiCerveja sem álcool 2025CAGR 5,6% · SkyQuestt Research
Nota Técnica · conteúdo integralTerroir Mineral · Palmer & Kaminski (2013) · Frutos do Cerrado · Sem Álcool · HWT B2B · Setembro 2026
Água Hanuman · Matéria-Prima Mineral
TERROIR MINERAL HIPERTERMAL MULTIMILENAR — SEM TRÍTIO — DA CHAPADA DOS VEADEIROS
42°C
Hipertermal na Fonte
9.270 anos
Carbono-14 · Beta Analytic
Sem Trítio
CDTN/CNEN · Pureza Pré-Industrial
≈ 2,1 Ga
Contexto Geológico Cristalino

A caracterização integral da Água Hanuman — hidrogeologia, composição mineral, hipertermalidade, datação por Carbono-14, isotopia e classificação ANM — encontra-se documentada na Nota Técnica Científica-Mãe. Esta Nota desenvolve especificamente sua expressão na brassagem, fermentação, construção de estilos, cervejas com e sem álcool e Cervejas do Cerrado.

"A cerveja é 90–95% água — e cada grande tradição cervejeira do mundo (Burton-on-Trent, Dublin, Munique, Pilsen) nasceu porque um perfil mineral local, sem querer, acertou a química certa para um estilo certo. A Água Hanuman — certificada por laudos federais e publicação acadêmica internacional, com 9.270 anos de filtragem na formação geológica cristalina de 2,1 bilhões de anos da Chapada dos Veadeiros — entrega zero cloro, zero ferro, zero metais pesados e um perfil mineral documentado boletim a boletim: a base mais limpa e mais rastreável disponível para cervejeiros de precisão no Brasil."

Terroir Mineral para Cervejas Especiais & Artesanais

Palmer & Kaminski (2013) · Laudos LAMIN/SGB/CPRM · IG-UnB/Elsevier (2022) · Cervejas do Cerrado · Sem Álcool · HWT B2B
I. O Mercado Global de Cerveja Especial, Artesanal e Sem Álcool
US$ 94,2 Bi
Cerveja artesanal 2025
Grand View Research · CAGR 7,9%
US$ 170,6 Bi
Projeção 2033
Grand View Research, 2026
US$ 22,5 Bi
High-end craft beer 2025
HTF Market Intelligence, 2026
US$ 22,4 Bi
Cerveja sem álcool 2025
CAGR 5,6% · SkyQuestt Research

A cerveja é a bebida fermentada mais dependente de água do planeta: 90–95% do volume final. Historicamente, as grandes escolas cervejeiras não escolheram sua água — herdaram-na. Burton-on-Trent (pale ale/IPA), Dublin (stout), Munique (dunkel/läger escura) e Pilsen (läger clara) tornaram-se referências mundiais porque o lençol freático local, por acaso geológico, combinava com um estilo específico. A cervejaria moderna inverteu essa lógica: hoje o cervejeiro de precisão parte de água desmineralizada e reconstrói o perfil salino no tanque, sal a sal. A Água Hanuman oferece uma terceira via: uma base natural, documentada boletim a boletim, com pureza química que nenhuma água de torneira ou poço comum oferece.

◆   Tese Hanuman   ◆

A ÁGUA HANUMAN NÃO PRECISA IMITAR PILSEN, DUBLIN, MUNIQUE OU BURTON. ELA OFERECE UM PONTO DE PARTIDA NATURAL, DOCUMENTADO E RASTREÁVEL SOBRE O QUAL O CERVEJEIRO PODE CONSTRUIR SUA PRÓPRIA ASSINATURA.

II. A Química Cervejeira — O Que Cada Íon Faz no Mosto e na Cerveja
2.1 O Fundamento — Palmer & Kaminski (2013)

A referência técnica mais utilizada por cervejeiros profissionais e premiados no mundo é John Palmer & Colin Kaminski, Water: A Comprehensive Guide for Brewers (Brewers Publications, 2013), que sistematizou a relação entre cátions/ânions da água de brassagem, pH do mosto e perfil sensorial final. Dois conceitos centrais orientam qualquer decisão de água cervejeira: a razão sulfato:cloreto (define se a cerveja pende para o amargor seco do lúpulo ou para a maciez/doçura do malte) e a alcalinidade residual (define se a água consegue tamponar a acidez natural de maltes torrados sem prejuízo do pH de mostura).

A ÁGUA É O PONTO DE PARTIDA. O GRIST DEFINE A DEMANDA ÁCIDA. O pH DA MOSTURA CONFIRMA O AJUSTE.

2.2 O Papel de Cada Íon da Água Hanuman na Cerveja
Íon Hanuman (LAMIN) Papel na Brassagem e na Cerveja Avaliação Referência
Cálcio Ca²⁺24,7–26,7 mg/LAtiva enzimas da mostura (alfa-amilase), reduz pH do mosto, promove floculação de leveduras e quebra proteica (cerveja mais límpida), protege contra haze. Faixa baixa-moderada — funcional para todos os estilos, com espaço para adição de gesso/CaCl₂.✓ FuncionalPalmer & Kaminski (2013)
Magnésio Mg²⁺10,6–13,0 mg/LNutriente de levedura (cofator enzimático); em excesso confere amargor áspero. Hanuman está dentro da faixa segura — contribui discretamente para saúde da fermentação sem interferência sensorial.✓ AdequadoPalmer & Kaminski (2013)
Bicarbonato HCO₃⁻136–162 mg/LTampão do pH de mostura. Alcalinidade moderada-alta favorece naturalmente maltes escuros/torrados (acidificantes) sem carbonato adicional; exige acidificação (ácido lático/fosfórico ou diluição) para estilos claros e lupulados.⚠ Gerenciável por estiloPalmer & Kaminski (2013)
Sulfato SO₄²⁻4,19–4,27 mg/LRealça o amargor seco/crocante do lúpulo (perfil "Burton"). Hanuman tem sulfato muito baixo — tela em branco para IPAs e Pale Ales: exige gesso (CaSO₄) para atingir o perfil hop-forward clássico.⚠ AjustávelPalmer & Kaminski (2013)
Cloreto Cl⁻0,81–0,85 mg/LRealça doçura e corpo do malte, suaviza a percepção de amargor. Muito baixo — tela em branco: adição de CaCl₂ recomendada para estilos maltados (stouts, brown ales, lägers âmbar).⚠ AjustávelPalmer & Kaminski (2013)
Sódio Na⁺3,4–4,8 mg/LArredonda percepção de malte em níveis baixos; acima de ~150 mg/L confere aspereza salgada. Hanuman muito abaixo de qualquer limiar de risco.✓ SeguroPalmer & Kaminski (2013)
Zinco Zn0,031 mg/LCofator da álcool desidrogenase; mostos frequentemente deficientes em zinco. O traço natural da Hanuman é positivo, embora abaixo do alvo típico de suplementação (0,15–0,50 mg/L) — suplementação adicional recomendável para fermentações de alta densidade.✓ Positivo (traço)Palmer & Kaminski (2013)
Ferro Fe<0,010 mg/L n.d. ✓Off-flavor clássico metálico/tinta, cataliza oxidação de óleos de lúpulo (perda de aroma). Ausência total na Hanuman — diferencial real especialmente para IPAs lupuladas a seco.✓ IdealPalmer & Kaminski (2013); LAMIN/2023
Cloro livre / CloraminaAusente n.d. ✓Reage com fenóis do malte formando clorofenóis (nota "band-aid"/medicinal). Hanuman: zero detectado em todos os laudos — elimina necessidade de filtro de carvão ativo.✓ Crítico — IdealPalmer & Kaminski (2013); LAMIN/2023
Sílica Si11,2–12,7 mg/LMarcador geoquímico de terroir (Junqueira et al., 2022); efeito neutro na fermentação e no sabor — assinatura mineral da Falha São Joaquim.✓ Neutro/TerroirJunqueira et al. (2022)
2.3 A Relação Sulfato:Cloreto — Onde a Hanuman é Tela em Branco

É importante ser preciso: diferentemente de águas históricas como Burton-on-Trent (sulfato ~820 mg/L) ou Dublin (alcalinidade alta, nativamente stout-friendly), a Água Hanuman tem sulfato e cloreto muito baixos (ambos abaixo de 5 mg/L) — muito aquém dos alvos típicos de brassagem para qualquer estilo. Sua força nessa dimensão é ser uma base limpa e previsível, sobre a qual qualquer perfil-alvo pode ser construído com sal, com total confiança de que não há contaminantes interferindo no resultado.

2.4 O Paradoxo da Alcalinidade — O Argumento Que a Maioria Ignora

A alcalinidade da Água Hanuman (136–162 mg/L de bicarbonato, equivalente a ~112–133 ppm como CaCO₃) está acima do ideal para lägers claras e IPAs pálidas — mas isso não é um defeito, é um parâmetro a gerenciar, exatamente como a Dublin Water precisa gerenciar sua própria alcalinidade (~300+ ppm CaCO₃) para as demais linhas de cerveja da fábrica.

"A alcalinidade da Água Hanuman não é um defeito — é o sistema tampão natural de uma água que percorreu calcita hidrotermal na Falha São Joaquim. Para stouts, porters e âmbar/dunkel, essa alcalinidade trabalha a favor do cervejeiro sem necessidade de carbonato adicional. Para pilsners e IPAs claras, exige o mesmo tratamento ácido que qualquer água dura do mundo já exige."


III. Terroir Mineral Cervejeiro — Água Hanuman entre os Grandes Perfis Históricos

Os perfis abaixo são valores de referência amplamente citados na literatura cervejeira (Palmer & Kaminski, 2013) para as quatro águas históricas mais influentes, posicionando a Água Hanuman entre elas:

Parâmetro (mg/L) Água Hanuman Burton-on-Trent Dublin Munique Pilsen
Cálcio (Ca²⁺)24,7–26,7≈352≈120≈76≈7
Sulfato (SO₄²⁻)4,19–4,27≈820≈54≈10≈5
Cloreto (Cl⁻)0,81–0,85≈60≈19≈2≈5
Alcalinidade (~CaCO₃)≈112–133≈270≈300+≈164≈15
Estilo históricoTerroir documentado ✓Pale Ale / IPAStout / PorterDunkel / ÂmbarPilsner / Läger
Certificação geocronológicaC-14: 9.270 anos ✓
Elsevier 2022 ✓
————

A Água Hanuman ocupa espaço próprio — mais próxima de Munique em suavidade geral, com alcalinidade moderada-alta e mineralização de cálcio/sulfato/cloreto muito mais baixa que qualquer uma das quatro. Não há registro de outra água mineral natural brasileira com perfil hidroquímico documentado dessa forma associada a uso cervejeiro.

IV. Adequação por Estilo — O Que a Hanuman Entrega e o Que o Mestre Constrói
Estilo O que a Hanuman já entrega Ajuste recomendado Nota do Mestre Cervejeiro
IPA / Pale AleZero cloro, zero ferro — protege aroma de lúpulo contra oxidação; base limpa sem sabor de fundoAdicionar gesso (CaSO₄) para elevar sulfato; pequena acidificação para pH de mostura ≈5,2–5,4Ausência de Cu/Fe mais valiosa aqui: dry hopping sensível à oxidação catalítica
NEIPA / Hazy IPABase com baixo fundo salino permite desenhar deliberadamente mouthfeel e relação Cl:SO₄Construir cloreto/cálcio conforme receita; controlar pH e oxigênio de processoEstilo mais exigente em controle de oxigênio — pureza da água reduz variáveis
Stout / PorterAlcalinidade moderada-alta já tampona acidez dos maltes torrados nativamentePouco ou nenhum ajuste de alcalinidade; CaCl₂ opcional para realçar corpo/doçuraO estilo que a Hanuman chega "mais pronta" — mesma lógica da Dublin Water para a Guinness
Dunkel / Bock / ÂmbarPerfil mais próximo ao histórico de Munique entre os quatro perfis clássicosAjustes finos opcionais de Ca/Cl conforme receita, preservando protagonismo do malteCombinação particularmente interessante entre alcalinidade, Ca/Mg naturais e baixo SO₄/Cl
Pilsner / Läger claraPureza (zero cloro/ferro) preserva o perfil delicado e "limpo" do estiloDiluição parcial com osmose reversa ou acidificação do mosto para reduzir alcalinidadeEstilo que mais exige intervenção — alcalinidade nativa superior à da água de Pilsen
Sour / Wild AleAusência de cloro/metais protege culturas sensíveis (Lactobacillus, Brettanomyces) de inibiçãoRedução de minerais via mistura com osmose reversa, deixando acidez ser protagonistaComposição inicial conhecida facilita separar efeito da água do efeito de culturas e frutas
Saison / BelgianBase flexível para construir secura, mineralidade e fermentação expressivaAjustar sulfato/cloreto ao objetivo; controlar Ca e pH para favorecer expressão da leveduraA levedura belga é protagonista — água limpa não compete com o perfil da cepa

V. Cervejas do Cerrado — Água, Biodiversidade e Identidade Territorial

A incorporação de frutos e ingredientes do Cerrado à cerveja artesanal já constitui uma linguagem cervejeira real no Brasil Central. Na própria Chapada dos Veadeiros, a Cervejaria Aracê (Cavalcante/GO) produz cerveja artesanal com água da Chapada e inclui Fruitbier de baru em seu portfólio — referência regional de que a biodiversidade do Cerrado já possui aptidão sensorial e cultural para a linguagem cervejeira. A proposta Hanuman acrescenta uma dimensão própria: fazer com que a água de brassagem também carregue origem territorial, hidrogeoquímica e temporal documentada.

◆ Mapa Cervejeiro dos Frutos do Cerrado · Possibilidades com Água Hanuman ◆
Ingrediente Química / Atributos Possibilidades com Água Hanuman Referência / Estágio
BaruAmêndoa/noz, torrefação, lipídios; polpa com açúcares, fibras e fenólicosBrown/Amber Ale, Porter, Stout e Specialty Ale. Controlar lipídios e retenção de espumaAracê já produz Fruitbier de baru na Chapada — precedente regional
CagaitaAcidez, vitamina C, aroma e alta perecibilidadeSaison, Wheat, Sour e Fruit Beer. Entrada em fermentação secundária ou maturaçãoSaison com cagaita já recebeu premiação nacional
MangabaAromática, ácida, açúcares, vitamina C e fenólicosSaison, Wheat, Sour, Blonde ou IPA frutada. Priorizar aroma e acidezRegistros de cervejas brasileiras com mangaba
Cajuzinho-do-CerradoAcidez, taninos, fenólicos e identidade aromática intensaSour, Saison/Farmhouse e cervejas gastronômicasJá utilizado comercialmente em cervejas do Cerrado
AraticumPolpa densa, açúcares, fibras, lipídios, fenólicos e aroma marcanteSpecialty Ale, Wheat ou Saison. Atenção a pectina e turbidezForte potencial de assinatura regional
BuritiCarotenoides, lipídios, tocoferóis, fenólicos e cor intensaExperimental/Specialty Ale ou Sour gastronômicaLiteratura cervejeira brasileira discute buriti como adjunto potencial
JatobáPolpa seca/farinácea, carboidratos, fibras e fenólicosWeizen/Specialty Ale ou uso experimental na mosturaRegistro de Jatobá Weizen no cenário do Cerrado

O FRUTO EXPRESSA O CERRADO NA SUPERFÍCIE. A ÁGUA HANUMAN EXPRESSA A CHAPADA EM PROFUNDIDADE. A CERVEJA REÚNE ESSAS EXPRESSÕES EM UMA CRIAÇÃO CONTEMPORÂNEA.

Referência regional: a Cervejaria Aracê é citada como referência da cultura cervejeira da Chapada e do uso do baru. Não há nesta nota qualquer vínculo, parceria ou endosso entre a Aracê e a Hanuman Minas Ltda.

VI. O Território Como Arquivo Vivo — Pedra Escrita, Pedra Talhada e a Memória Multimilenar

A mesma Falha Geológica São Joaquim que condiciona a circulação e a descarga das águas hipertermais da Jazida Hanuman abriga, nas suas imediações, sítios arqueológicos com arte rupestre documentada academicamente. Muito antes da escrita, a água já emergia muito quente na Jazida — e outros seres humanos também estavam nesse mesmo território:

Sítio Dados documentados Referência acadêmica
Pedra Escrita
Alto Paraíso de Goiás
Fazenda Mundo do Sossego
~221 pinturas rupestres. Predomínio de formas geométricas; antropomorfos e zoomorfos. Sem datação direta dos pigmentos.A arte rupestre do sítio arqueológico Pedra Escrita e sua relação com a paisagem. Editorial Diluviana — Águas, Pedras e Memórias Multimilenares. Hanuman Minas Ltda., 2026.
Abrigo Pedra Talhada
Niquelândia – GO
Margem esquerda do Rio Tocantinzinho
Sítio GO-Ni.176
440 grafismos analisados: 92,5% geométricos, 5,91% zoomorfos, 4 mãos carimbadas. Data mais recuada: 2.960 anos AP. Inundado em 1997 pelo lago da UHE Serra da Mesa — sobrevive pelo acervo do Museu Antropológico/UFG.Melo Vaz, L.J. de. Memória da Pedra Talhada. Dissertação Mestrado FAV/UFG, 2005. Acervo MA/UFG.
Serranópolis
Sudoeste de Goiás
Complexo de sítios com arte rupestre e ocupação documentada desde a transição Pleistoceno-Holoceno, com datações de até 11.000 anos AP — um dos conjuntos mais antigos e mais estudados do Brasil Central.Schmitz, P.I. et al. — Instituto Anchietano de Pesquisas (UNISINOS). Arqueologia nos Cerrados do Brasil Central: Serranópolis (série Documentos, desde 1989).
Göbekli Tepe
Sanliurfa, sudeste da Turquia
Complexo monumental de pilares megalíticos em forma de T; camadas mais antigas datadas em c. 9.600 a.C. (~11.600 anos AP) — o mais antigo complexo monumental conhecido pela arqueologia, anterior à agricultura sedentária e à escrita. Patrimônio Mundial UNESCO (2018).Schmidt, K. (2006). Göbekli Tepe — Ein Steinzeitliches Bergheiligtum. München: C.H. Beck.
◆   O Território Como Arquivo Vivo   ◆

Na Chapada dos Veadeiros, a água e a rocha registram temporalidades diferentes e complementares. A geologia cristalina guarda 2,1 bilhões de anos da história do planeta. A água subterrânea registra a chuva, o percurso, os minerais e o tempo de residência — 9.270 anos documentados por Carbono-14. Os paredões pintados registram a presença humana, a percepção da paisagem e sistemas de comunicação cujos significados completos ainda não conhecemos. Os grafismos do Abrigo da Pedra Talhada e do Paredão da Pedra Escrita guardam referência tipológica com os sítios de Serranópolis — datação contemporânea às camadas mais antigas de Göbekli Tepe, na Turquia, e anterior em milênios à invenção da escrita cuneiforme na Suméria, c. 3.200 a.C. A semelhança dos grafismos nos sítios da Pedra Talhada e Pedra Escrita permite falar de uma longa presença e interação humana com a paisagem e a hidrogeologia da Chapada dos Veadeiros.

A INVESTIGAÇÃO RESPONSÁVEL COMEÇA PRECISAMENTE ONDE TERMINA A CERTEZA

"Muito antes da escrita — e muito antes de existir cerveja em qualquer lugar do planeta —, a água já emergia muito quente na Jazida. Os grafismos rupestres da Pedra Escrita e do Abrigo Pedra Talhada registram que outros seres humanos também habitaram e percorreram esse território por milênios. Não sabemos se beberam desta água. Sabemos que ela estava lá quando eles também estavam."

O Rio Tocantinzinho — Uma Coincidência Geográfica Instigante

O Abrigo Pedra Talhada está localizado na margem esquerda do Rio Tocantinzinho, a 50 metros da margem, em Niquelândia – GO. A Jazida e Poço/Fonte Hanuman I está igualmente na margem esquerda do mesmo rio, subindo o curso, próxima aos paredões do Cânion de encontro com o Rio São Miguel. São dois pontos de caminhada próxima na mesma margem do curso d'água — um com arte rupestre de 2.960 anos AP, o outro com surgência de água quente de 9.270 anos. A pesquisa arqueológica futura na área seguramente aprofundará o que essa coincidência geográfica sugere.

A associação direta entre as populações autoras dos grafismos e o uso específico das águas da Jazida Hanuman requer pesquisa arqueológica adicional — as publicações disponíveis não documentam nem referenciam essa possibilidade. O que é documentado é a proximidade física e geológica entre sítios rupestres e o sistema hidrogeológico da Falha São Joaquim. Essa ausência de prova não empobrece a narrativa: transforma o produto em convite à pesquisa.

Referências: Melo Vaz, L.J. de (2005). Memória da Pedra Talhada: arte rupestre em Niquelândia – GO. Dissertação Mestrado FAV/UFG. Sítio GO-Ni.176. · Editorial Diluviana — Águas, Pedras e Memórias Multimilenares. Hanuman Minas Ltda., 2026. · Schmitz, P.I. et al. — Instituto Anchietano de Pesquisas (UNISINOS) — arte rupestre de Serranópolis, GO. · Hornsey, I.S. (2003). A History of Beer and Brewing. Royal Society of Chemistry — origem sumeriana da cerveja, c. 3.400 a.C. · Schmidt, K. (2006). Göbekli Tepe — Ein Steinzeitliches Bergheiligtum. München: C.H. Beck.

VII. Painel Mineral Completo — Todos os Parâmetros dos 4 Boletins LAMIN
Parâmetro Valor Máx. Boletim Relevância Cervejeira
FÍSICO-QUÍMICOS
Condutividade elétrica269,6 µS/cm257/LAMINConfirma baixa mineralização total — base previsível para cálculo de sal
Resíduo de evaporação 180°C158,21 mg/L257/LAMINTDS baixo — confirma perfil "tela em branco"
Dureza total (CaCO₃)119,4 mg/L161/LAMINDureza moderada — sem risco de incrustação em trocadores de calor
Gás carbônico (CO₂, in loco)22,60 mg/L161/LAMINDissipa-se na fervura — sem efeito na carbonatação final
ELEMENTOS-TRAÇO E METAIS
Bário (Ba)0,395 mg/L161/LAMINTraço sem efeito sensorial — assinatura de terroir da Suíte Aurumina
Estrôncio (Sr)0,053 mg/L161/LAMINTraço sem efeito sensorial — assinatura de terroir
Lítio (Li)0,008 mg/L161/LAMINTraço sem efeito fermentativo documentado
Alumínio (Al)n.d. <0,030 ✓todosAusente — sem sabor metálico ou haze
Cobre (Cu)n.d. <0,005 ✓todosAusente — elimina catalisador de oxidação de óleos de lúpulo (crucial para dry hop)
Manganês (Mn)n.d. <0,010 ✓todosAusente — elimina catalisador de oxidação/staling do malte
Chumbo (Pb)n.d. <0,005 ✓todosAusente — segurança confirmada
Mercúrio (Hg)n.d. <0,0003 ✓todosAusente — segurança confirmada
ÂNIONS
Fluoreto (F⁻)0,12 mg/L161/LAMINSem impacto sensorial documentado na cerveja
Nitrato (NO₃⁻)0,12 mg/L063/LAMINMuito abaixo do VMP (50) — sem risco de redução a nitrito
Fosfato (PO₄³⁻)n.d. <0,10 ✓todosAusente — sem nutriente extra à levedura além do malte
Nitrito (NO₂⁻)n.d. <0,02 ✓todosAusente — sem contaminação orgânica recente

Fonte: Boletins 063, 161, 257, 334/LAMIN/2023 · LAMIN/SGB/CPRM. Autenticação ANM: gov.br/anm/pt-br/autenticidade · Parecer 134/2023, Código 10385841; Parecer 78/2025, Código 16700175, CRC 6E2822F6.

VIII. Cerveja Sem Álcool — O Caso Especial da Pureza

Em uma cerveja convencional, o álcool mascara parcialmente pequenos defeitos químicos da água. Na cerveja sem álcool (obtida por destilação a vácuo, osmose reversa ou fermentação interrompida), esse mascaramento desaparece: qualquer defeito de água fica muito mais exposto ao paladar. A Água Hanuman entra nesse segmento com uma vantagem estrutural: zero ferro, zero cloro/cloramina e ausência de todos os metais pesados — exatamente os parâmetros que mais penalizam a percepção sensorial quando o álcool não está presente.

"Na cerveja sem álcool, a água deixa de ser coadjuvante e vira protagonista sensorial — e é exatamente onde uma base documentadamente pura, sem cloro, sem ferro e sem metais pesados, faz a maior diferença percebível na xícara."

IX. Evidência Isotópica — Pureza Pré-Industrial para Cervejeiros de Precisão
Dados Isotópicos — TOC01 / Fonte Hanuman I — Junqueira et al. (2022), Tabela 3 · Elsevier
9.270 anos
Datação C-14 · Beta Analytic (EUA) · AMS
7.877 anos modelo IAEA corrigido
0 Bq/L
Trítio ³H · CDTN/CNEN (Brasil)
Pureza pré-1952 · sem recarga moderna
-6,25 ‰
δ¹⁸O (VSMOW)
Recarga altitude >1.200 m · PNCV/UNESCO
2,1 Ga
Formação geológica cristalina
Suíte Aurumina + Grupo Traíras · Falha São Joaquim

A ausência de trítio confirma que esta água nunca esteve em contato com pesticidas organoclorados, resíduos farmacológicos ou microplásticos da modernidade — um argumento de pureza que nenhum concorrente de água de brassagem no Brasil pode replicar sem a mesma publicação peer-reviewed e certificação federal.

X. Protocolo de Brassagem Piloto e Validação Sensorial
9.1 Pontos de Partida de Sal por Perfil-Alvo (Ilustrativo para 20 litros)
Perfil-Alvo Gesso CaSO₄ (g/20L) CaCl₂ (g/20L) Ác. lático 88% (mL/20L) Observação
IPA hop-forward8–10 g2–3 g1–2 mLEleva sulfato para perfil "Burton"; pequena acidificação para pH ≈5,2–5,4
Stout / Porter1–2 g3–4 g0–1 mLAlcalinidade nativa já tampona maltes torrados; pouco ou nenhum ácido necessário
Âmbar / Dunkel2–4 g2–3 g0,5–1 mLAjuste fino; perfil já próximo do nativo
Pilsner clara1–2 g1–2 g2–3 mLMaior acidificação necessária para reduzir alcalinidade a nível Pilsen

Valores ilustrativos baseados em Palmer & Kaminski (2013); não substituem cálculo específico para a receita, volume e grist do cervejeiro. Ferramentas recomendadas: Bru'n Water, EZ Water Calculator.

9.2 Delineamento Experimental para Validação Sensorial

Objetivo: Demonstrar, com painel sensorial treinado, que a Água Hanuman produz cerveja com perfil sensorial equivalente ou superior a alternativas de mercado, isolando a variável água.

Delineamento: 4 águas × 1 receita fixa por estilo × 3 réplicas = testes triangulares (ISO 4120:2021) com painel certificado (Cicerone® ou juiz BJCP).

  • A1 — Água Hanuman in natura, envasada, lote rastreado com boletim LAMIN
  • A2 — Água de osmose reversa + reconstituição mineral idêntica ao perfil ajustado da Hanuman — controle sem terroir
  • A3 — Água municipal filtrada por carvão ativado — controle de mercado comum
  • A4 — Água mineral comercial genérica — referência de concorrência direta
XI. HWT — Mecanismo de Acesso B2B para Cervejarias Parceiras
Para a Cervejaria Parceira — Um Modelo que Você Já Conhece

Assim como um vinhedo vende a garrafa numerada de uma safra específica, uma cervejaria parceira pode oferecer um lote rastreável até o boletim exato da água que o originou — com data de coleta, número do boletim LAMIN e idade geológica certificada, exibível ao consumidor final. É um diferencial de storytelling inédito no mercado cervejeiro.

O Hanuman Water Token (HWT) — 1 HWT = 1 litro — é o mecanismo que formaliza essa reserva de insumo ao preço de pré-venda de US$ 2,00/litro, antes do início do envase industrial previsto para 2028. Amostras sensoriais institucionais disponíveis para cervejarias parceiras. O HWT é um token de utilidade que representa acesso à água, não um instrumento financeiro.

Segmentos-Alvo
  1. 01Cervejarias artesanais e microcervejarias premium — água certificada ANM com painel mineral completo: argumento técnico para cervejeiros que buscam precisão e rastreabilidade.
  2. 02Competições de cerveja (BJCP, World Beer Cup, Copa Cervesia) — diferenciação narrativa de terroir documentado para cervejeiros competidores.
  3. 03Cervejas de edição limitada e "single water origin" — conceito inédito no mercado global: lote rastreável até o boletim LAMIN e a coordenada geográfica da fonte.
  4. 04Segmento sem álcool — pureza química com impacto sensorial desproporcional (Seção VIII): posicionamento diferenciado num segmento em forte crescimento (CAGR 5,6%).
  5. 05Cervejas do Cerrado com frutos nativos — água + biodiversidade = identidade territorial completa; potencial de relevância global.
  6. 06Exportação e cena cervejeira internacional — certificação federal + publicação peer-reviewed como diferencial competitivo em mercados exigentes (EUA, Europa, Ásia).
XII. Referências Técnicas e Regulatórias
  • Palmer, J.; Kaminski, C. (2013). Water: A Comprehensive Guide for Brewers. Brewers Publications.
  • Junqueira, T.P. et al. (2022). Hydrochemical and age constraints of the Chapada dos Veadeiros geothermal reservoir. Groundwater for Sustainable Development, 17, 100724. DOI: 10.1016/j.gsd.2022.100724
  • Moura, C.O. et al. (2025). Estimativa das reservas hídricas do Sistema Aquífero Termal da Falha São Joaquim, Chapada dos Veadeiros, Goiás. Derbyana, v. 46, 2025.
  • American Society of Brewing Chemists (ASBC). Methods of Analysis: Beer-10, Beer-23, Beer-25.
  • Beer Judge Certification Program (BJCP). Style Guidelines e Scoresheet, 2021.
  • ISO 4120:2021 — Sensory analysis: methodology — Triangle test.
  • Laudos LAMIN/SGB/CPRM: Boletins 063, 161, 257, 334/LAMIN/2023 — Fonte Hanuman I, Pov. Garimpinho/Niquelândia – GO – Brasil
  • ANM Parecer Técnico nº 134/2023/DIFIS-GO/GER-GO — Classificação: "Água Mineral Fluoretada e Hipertermal na Fonte"
  • ANM Parecer Técnico nº 78/2025/DIFIS-GO/GER-GO — Aptidão para envase e consumo humano · Código 16700175 · CRC 6E2822F6
  • Grand View Research (2026). Global Craft Beer Market — US$ 94,2 Bi (2025) → US$ 170,6 Bi (2033), CAGR 7,9%.
  • SkyQuestt Research (2026). Global Non-Alcoholic Beer Market — US$ 22,43 Bi (2025) → US$ 34,68 Bi (2033), CAGR 5,6%.

"42°C na fonte não é o ingrediente da brassagem — é o certificado de que 9.270 anos de filtragem percorrendo jazida de cristais de quartzo, ametista, berilo, ouro e outros minerais numa das formações geológicas mais antigas do planeta produziram a água certa para quem leva cerveja a sério."

Nota de Integridade Científica — Este documento distingue a caracterização documentada da Água Hanuman das experiências e interpretações setoriais sobre brassagem. A Água Hanuman não constitui, por si só, garantia de resultado cervejeiro específico: cada receita, grist, levedura e processo determinará o produto final. Os dados de composição mineral são os registrados nos laudos LAMIN/SGB/CPRM. Valores de referência histórica (Burton, Dublin, Munique, Pilsen) são aproximados, amplamente citados em Palmer & Kaminski (2013). Referência regional à Cervejaria Aracê não implica vínculo, parceria ou endosso.

HWT · Hanuman Water Token

1 HWT = 1 litro de Água Hanuman.

O token organiza o acesso à matéria-prima física: reserve agora o seu volume na pré-venda, com rastreabilidade de origem, lote e destino. A comunidade experimenta, a experiência vira conhecimento.

  • US$ 2,00por litro na pré-venda
  • Um token.Infinitas possibilidades.