Tela em branco
Sulfato e cloreto muito baixos: qualquer perfil-alvo é construído com sal, sem contaminantes interferindo.
Nota Técnica · Seção 2.3
Água Hanuman para Cervejas Especiais & Artesanais
Burton, Dublin, Munique e Pilsen nasceram de águas locais. A Água Hanuman é uma tela em branco documentada: sem cloro, sem ferro, sem metais pesados e com sulfato e cloreto abaixo de 5 mg/L.
Vantagens para Cervejas Especiais & Artesanais
Sulfato e cloreto muito baixos: qualquer perfil-alvo é construído com sal, sem contaminantes interferindo.
Nota Técnica · Seção 2.3
A alcalinidade natural trabalha a favor de stouts, porters e dunkels sem carbonato adicional.
Nota Técnica · Seção 2.4
Sem o álcool para mascarar defeitos, a pureza da água vira protagonista sensorial.
Nota Técnica · Seção VIII
Edições limitadas com água de 9.270 anos e frutos do Cerrado — uma narrativa que nenhuma outra cervejaria tem.
Nota Técnica · Seção V
Para quem
O mercado
A caracterização integral da Água Hanuman — hidrogeologia, composição mineral, hipertermalidade, datação por Carbono-14, isotopia e classificação ANM — encontra-se documentada na Nota Técnica Científica-Mãe. Esta Nota desenvolve especificamente sua expressão na brassagem, fermentação, construção de estilos, cervejas com e sem álcool e Cervejas do Cerrado.
"A cerveja é 90–95% água — e cada grande tradição cervejeira do mundo (Burton-on-Trent, Dublin, Munique, Pilsen) nasceu porque um perfil mineral local, sem querer, acertou a química certa para um estilo certo. A Água Hanuman — certificada por laudos federais e publicação acadêmica internacional, com 9.270 anos de filtragem na formação geológica cristalina de 2,1 bilhões de anos da Chapada dos Veadeiros — entrega zero cloro, zero ferro, zero metais pesados e um perfil mineral documentado boletim a boletim: a base mais limpa e mais rastreável disponível para cervejeiros de precisão no Brasil."
A cerveja é a bebida fermentada mais dependente de água do planeta: 90–95% do volume final. Historicamente, as grandes escolas cervejeiras não escolheram sua água — herdaram-na. Burton-on-Trent (pale ale/IPA), Dublin (stout), Munique (dunkel/läger escura) e Pilsen (läger clara) tornaram-se referências mundiais porque o lençol freático local, por acaso geológico, combinava com um estilo específico. A cervejaria moderna inverteu essa lógica: hoje o cervejeiro de precisão parte de água desmineralizada e reconstrói o perfil salino no tanque, sal a sal. A Água Hanuman oferece uma terceira via: uma base natural, documentada boletim a boletim, com pureza química que nenhuma água de torneira ou poço comum oferece.
A ÁGUA HANUMAN NÃO PRECISA IMITAR PILSEN, DUBLIN, MUNIQUE OU BURTON. ELA OFERECE UM PONTO DE PARTIDA NATURAL, DOCUMENTADO E RASTREÁVEL SOBRE O QUAL O CERVEJEIRO PODE CONSTRUIR SUA PRÓPRIA ASSINATURA.
A referência técnica mais utilizada por cervejeiros profissionais e premiados no mundo é John Palmer & Colin Kaminski, Water: A Comprehensive Guide for Brewers (Brewers Publications, 2013), que sistematizou a relação entre cátions/ânions da água de brassagem, pH do mosto e perfil sensorial final. Dois conceitos centrais orientam qualquer decisão de água cervejeira: a razão sulfato:cloreto (define se a cerveja pende para o amargor seco do lúpulo ou para a maciez/doçura do malte) e a alcalinidade residual (define se a água consegue tamponar a acidez natural de maltes torrados sem prejuízo do pH de mostura).
A ÁGUA É O PONTO DE PARTIDA. O GRIST DEFINE A DEMANDA ÁCIDA. O pH DA MOSTURA CONFIRMA O AJUSTE.
| Íon | Hanuman (LAMIN) | Papel na Brassagem e na Cerveja | Avaliação | Referência |
|---|---|---|---|---|
| Cálcio Ca²⁺ | 24,7–26,7 mg/L | Ativa enzimas da mostura (alfa-amilase), reduz pH do mosto, promove floculação de leveduras e quebra proteica (cerveja mais límpida), protege contra haze. Faixa baixa-moderada — funcional para todos os estilos, com espaço para adição de gesso/CaCl₂. | ✓ Funcional | Palmer & Kaminski (2013) |
| Magnésio Mg²⁺ | 10,6–13,0 mg/L | Nutriente de levedura (cofator enzimático); em excesso confere amargor áspero. Hanuman está dentro da faixa segura — contribui discretamente para saúde da fermentação sem interferência sensorial. | ✓ Adequado | Palmer & Kaminski (2013) |
| Bicarbonato HCO₃⁻ | 136–162 mg/L | Tampão do pH de mostura. Alcalinidade moderada-alta favorece naturalmente maltes escuros/torrados (acidificantes) sem carbonato adicional; exige acidificação (ácido lático/fosfórico ou diluição) para estilos claros e lupulados. | ⚠ Gerenciável por estilo | Palmer & Kaminski (2013) |
| Sulfato SO₄²⁻ | 4,19–4,27 mg/L | Realça o amargor seco/crocante do lúpulo (perfil "Burton"). Hanuman tem sulfato muito baixo — tela em branco para IPAs e Pale Ales: exige gesso (CaSO₄) para atingir o perfil hop-forward clássico. | ⚠ Ajustável | Palmer & Kaminski (2013) |
| Cloreto Cl⁻ | 0,81–0,85 mg/L | Realça doçura e corpo do malte, suaviza a percepção de amargor. Muito baixo — tela em branco: adição de CaCl₂ recomendada para estilos maltados (stouts, brown ales, lägers âmbar). | ⚠ Ajustável | Palmer & Kaminski (2013) |
| Sódio Na⁺ | 3,4–4,8 mg/L | Arredonda percepção de malte em níveis baixos; acima de ~150 mg/L confere aspereza salgada. Hanuman muito abaixo de qualquer limiar de risco. | ✓ Seguro | Palmer & Kaminski (2013) |
| Zinco Zn | 0,031 mg/L | Cofator da álcool desidrogenase; mostos frequentemente deficientes em zinco. O traço natural da Hanuman é positivo, embora abaixo do alvo típico de suplementação (0,15–0,50 mg/L) — suplementação adicional recomendável para fermentações de alta densidade. | ✓ Positivo (traço) | Palmer & Kaminski (2013) |
| Ferro Fe | <0,010 mg/L n.d. ✓ | Off-flavor clássico metálico/tinta, cataliza oxidação de óleos de lúpulo (perda de aroma). Ausência total na Hanuman — diferencial real especialmente para IPAs lupuladas a seco. | ✓ Ideal | Palmer & Kaminski (2013); LAMIN/2023 |
| Cloro livre / Cloramina | Ausente n.d. ✓ | Reage com fenóis do malte formando clorofenóis (nota "band-aid"/medicinal). Hanuman: zero detectado em todos os laudos — elimina necessidade de filtro de carvão ativo. | ✓ Crítico — Ideal | Palmer & Kaminski (2013); LAMIN/2023 |
| Sílica Si | 11,2–12,7 mg/L | Marcador geoquímico de terroir (Junqueira et al., 2022); efeito neutro na fermentação e no sabor — assinatura mineral da Falha São Joaquim. | ✓ Neutro/Terroir | Junqueira et al. (2022) |
É importante ser preciso: diferentemente de águas históricas como Burton-on-Trent (sulfato ~820 mg/L) ou Dublin (alcalinidade alta, nativamente stout-friendly), a Água Hanuman tem sulfato e cloreto muito baixos (ambos abaixo de 5 mg/L) — muito aquém dos alvos típicos de brassagem para qualquer estilo. Sua força nessa dimensão é ser uma base limpa e previsível, sobre a qual qualquer perfil-alvo pode ser construído com sal, com total confiança de que não há contaminantes interferindo no resultado.
A alcalinidade da Água Hanuman (136–162 mg/L de bicarbonato, equivalente a ~112–133 ppm como CaCO₃) está acima do ideal para lägers claras e IPAs pálidas — mas isso não é um defeito, é um parâmetro a gerenciar, exatamente como a Dublin Water precisa gerenciar sua própria alcalinidade (~300+ ppm CaCO₃) para as demais linhas de cerveja da fábrica.
"A alcalinidade da Água Hanuman não é um defeito — é o sistema tampão natural de uma água que percorreu calcita hidrotermal na Falha São Joaquim. Para stouts, porters e âmbar/dunkel, essa alcalinidade trabalha a favor do cervejeiro sem necessidade de carbonato adicional. Para pilsners e IPAs claras, exige o mesmo tratamento ácido que qualquer água dura do mundo já exige."
Os perfis abaixo são valores de referência amplamente citados na literatura cervejeira (Palmer & Kaminski, 2013) para as quatro águas históricas mais influentes, posicionando a Água Hanuman entre elas:
| Parâmetro (mg/L) | Água Hanuman | Burton-on-Trent | Dublin | Munique | Pilsen |
|---|---|---|---|---|---|
| Cálcio (Ca²⁺) | 24,7–26,7 | ≈352 | ≈120 | ≈76 | ≈7 |
| Sulfato (SO₄²⁻) | 4,19–4,27 | ≈820 | ≈54 | ≈10 | ≈5 |
| Cloreto (Cl⁻) | 0,81–0,85 | ≈60 | ≈19 | ≈2 | ≈5 |
| Alcalinidade (~CaCO₃) | ≈112–133 | ≈270 | ≈300+ | ≈164 | ≈15 |
| Estilo histórico | Terroir documentado ✓ | Pale Ale / IPA | Stout / Porter | Dunkel / Âmbar | Pilsner / Läger |
| Certificação geocronológica | C-14: 9.270 anos ✓ Elsevier 2022 ✓ | — | — | — | — |
A Água Hanuman ocupa espaço próprio — mais próxima de Munique em suavidade geral, com alcalinidade moderada-alta e mineralização de cálcio/sulfato/cloreto muito mais baixa que qualquer uma das quatro. Não há registro de outra água mineral natural brasileira com perfil hidroquímico documentado dessa forma associada a uso cervejeiro.
| Estilo | O que a Hanuman já entrega | Ajuste recomendado | Nota do Mestre Cervejeiro |
|---|---|---|---|
| IPA / Pale Ale | Zero cloro, zero ferro — protege aroma de lúpulo contra oxidação; base limpa sem sabor de fundo | Adicionar gesso (CaSO₄) para elevar sulfato; pequena acidificação para pH de mostura ≈5,2–5,4 | Ausência de Cu/Fe mais valiosa aqui: dry hopping sensível à oxidação catalítica |
| NEIPA / Hazy IPA | Base com baixo fundo salino permite desenhar deliberadamente mouthfeel e relação Cl:SO₄ | Construir cloreto/cálcio conforme receita; controlar pH e oxigênio de processo | Estilo mais exigente em controle de oxigênio — pureza da água reduz variáveis |
| Stout / Porter | Alcalinidade moderada-alta já tampona acidez dos maltes torrados nativamente | Pouco ou nenhum ajuste de alcalinidade; CaCl₂ opcional para realçar corpo/doçura | O estilo que a Hanuman chega "mais pronta" — mesma lógica da Dublin Water para a Guinness |
| Dunkel / Bock / Âmbar | Perfil mais próximo ao histórico de Munique entre os quatro perfis clássicos | Ajustes finos opcionais de Ca/Cl conforme receita, preservando protagonismo do malte | Combinação particularmente interessante entre alcalinidade, Ca/Mg naturais e baixo SO₄/Cl |
| Pilsner / Läger clara | Pureza (zero cloro/ferro) preserva o perfil delicado e "limpo" do estilo | Diluição parcial com osmose reversa ou acidificação do mosto para reduzir alcalinidade | Estilo que mais exige intervenção — alcalinidade nativa superior à da água de Pilsen |
| Sour / Wild Ale | Ausência de cloro/metais protege culturas sensíveis (Lactobacillus, Brettanomyces) de inibição | Redução de minerais via mistura com osmose reversa, deixando acidez ser protagonista | Composição inicial conhecida facilita separar efeito da água do efeito de culturas e frutas |
| Saison / Belgian | Base flexível para construir secura, mineralidade e fermentação expressiva | Ajustar sulfato/cloreto ao objetivo; controlar Ca e pH para favorecer expressão da levedura | A levedura belga é protagonista — água limpa não compete com o perfil da cepa |
A incorporação de frutos e ingredientes do Cerrado à cerveja artesanal já constitui uma linguagem cervejeira real no Brasil Central. Na própria Chapada dos Veadeiros, a Cervejaria Aracê (Cavalcante/GO) produz cerveja artesanal com água da Chapada e inclui Fruitbier de baru em seu portfólio — referência regional de que a biodiversidade do Cerrado já possui aptidão sensorial e cultural para a linguagem cervejeira. A proposta Hanuman acrescenta uma dimensão própria: fazer com que a água de brassagem também carregue origem territorial, hidrogeoquímica e temporal documentada.
| Ingrediente | Química / Atributos | Possibilidades com Água Hanuman | Referência / Estágio |
|---|---|---|---|
| Baru | Amêndoa/noz, torrefação, lipídios; polpa com açúcares, fibras e fenólicos | Brown/Amber Ale, Porter, Stout e Specialty Ale. Controlar lipídios e retenção de espuma | Aracê já produz Fruitbier de baru na Chapada — precedente regional |
| Cagaita | Acidez, vitamina C, aroma e alta perecibilidade | Saison, Wheat, Sour e Fruit Beer. Entrada em fermentação secundária ou maturação | Saison com cagaita já recebeu premiação nacional |
| Mangaba | Aromática, ácida, açúcares, vitamina C e fenólicos | Saison, Wheat, Sour, Blonde ou IPA frutada. Priorizar aroma e acidez | Registros de cervejas brasileiras com mangaba |
| Cajuzinho-do-Cerrado | Acidez, taninos, fenólicos e identidade aromática intensa | Sour, Saison/Farmhouse e cervejas gastronômicas | Já utilizado comercialmente em cervejas do Cerrado |
| Araticum | Polpa densa, açúcares, fibras, lipídios, fenólicos e aroma marcante | Specialty Ale, Wheat ou Saison. Atenção a pectina e turbidez | Forte potencial de assinatura regional |
| Buriti | Carotenoides, lipídios, tocoferóis, fenólicos e cor intensa | Experimental/Specialty Ale ou Sour gastronômica | Literatura cervejeira brasileira discute buriti como adjunto potencial |
| Jatobá | Polpa seca/farinácea, carboidratos, fibras e fenólicos | Weizen/Specialty Ale ou uso experimental na mostura | Registro de Jatobá Weizen no cenário do Cerrado |
O FRUTO EXPRESSA O CERRADO NA SUPERFÍCIE. A ÁGUA HANUMAN EXPRESSA A CHAPADA EM PROFUNDIDADE. A CERVEJA REÚNE ESSAS EXPRESSÕES EM UMA CRIAÇÃO CONTEMPORÂNEA.
Referência regional: a Cervejaria Aracê é citada como referência da cultura cervejeira da Chapada e do uso do baru. Não há nesta nota qualquer vínculo, parceria ou endosso entre a Aracê e a Hanuman Minas Ltda.
A mesma Falha Geológica São Joaquim que condiciona a circulação e a descarga das águas hipertermais da Jazida Hanuman abriga, nas suas imediações, sítios arqueológicos com arte rupestre documentada academicamente. Muito antes da escrita, a água já emergia muito quente na Jazida — e outros seres humanos também estavam nesse mesmo território:
| Sítio | Dados documentados | Referência acadêmica |
|---|---|---|
| Pedra Escrita Alto Paraíso de Goiás Fazenda Mundo do Sossego | ~221 pinturas rupestres. Predomínio de formas geométricas; antropomorfos e zoomorfos. Sem datação direta dos pigmentos. | A arte rupestre do sítio arqueológico Pedra Escrita e sua relação com a paisagem. Editorial Diluviana — Águas, Pedras e Memórias Multimilenares. Hanuman Minas Ltda., 2026. |
| Abrigo Pedra Talhada Niquelândia – GO Margem esquerda do Rio Tocantinzinho Sítio GO-Ni.176 | 440 grafismos analisados: 92,5% geométricos, 5,91% zoomorfos, 4 mãos carimbadas. Data mais recuada: 2.960 anos AP. Inundado em 1997 pelo lago da UHE Serra da Mesa — sobrevive pelo acervo do Museu Antropológico/UFG. | Melo Vaz, L.J. de. Memória da Pedra Talhada. Dissertação Mestrado FAV/UFG, 2005. Acervo MA/UFG. |
| Serranópolis Sudoeste de Goiás | Complexo de sítios com arte rupestre e ocupação documentada desde a transição Pleistoceno-Holoceno, com datações de até 11.000 anos AP — um dos conjuntos mais antigos e mais estudados do Brasil Central. | Schmitz, P.I. et al. — Instituto Anchietano de Pesquisas (UNISINOS). Arqueologia nos Cerrados do Brasil Central: Serranópolis (série Documentos, desde 1989). |
| Göbekli Tepe Sanliurfa, sudeste da Turquia | Complexo monumental de pilares megalíticos em forma de T; camadas mais antigas datadas em c. 9.600 a.C. (~11.600 anos AP) — o mais antigo complexo monumental conhecido pela arqueologia, anterior à agricultura sedentária e à escrita. Patrimônio Mundial UNESCO (2018). | Schmidt, K. (2006). Göbekli Tepe — Ein Steinzeitliches Bergheiligtum. München: C.H. Beck. |
Na Chapada dos Veadeiros, a água e a rocha registram temporalidades diferentes e complementares. A geologia cristalina guarda 2,1 bilhões de anos da história do planeta. A água subterrânea registra a chuva, o percurso, os minerais e o tempo de residência — 9.270 anos documentados por Carbono-14. Os paredões pintados registram a presença humana, a percepção da paisagem e sistemas de comunicação cujos significados completos ainda não conhecemos. Os grafismos do Abrigo da Pedra Talhada e do Paredão da Pedra Escrita guardam referência tipológica com os sítios de Serranópolis — datação contemporânea às camadas mais antigas de Göbekli Tepe, na Turquia, e anterior em milênios à invenção da escrita cuneiforme na Suméria, c. 3.200 a.C. A semelhança dos grafismos nos sítios da Pedra Talhada e Pedra Escrita permite falar de uma longa presença e interação humana com a paisagem e a hidrogeologia da Chapada dos Veadeiros.
"Muito antes da escrita — e muito antes de existir cerveja em qualquer lugar do planeta —, a água já emergia muito quente na Jazida. Os grafismos rupestres da Pedra Escrita e do Abrigo Pedra Talhada registram que outros seres humanos também habitaram e percorreram esse território por milênios. Não sabemos se beberam desta água. Sabemos que ela estava lá quando eles também estavam."
O Abrigo Pedra Talhada está localizado na margem esquerda do Rio Tocantinzinho, a 50 metros da margem, em Niquelândia – GO. A Jazida e Poço/Fonte Hanuman I está igualmente na margem esquerda do mesmo rio, subindo o curso, próxima aos paredões do Cânion de encontro com o Rio São Miguel. São dois pontos de caminhada próxima na mesma margem do curso d'água — um com arte rupestre de 2.960 anos AP, o outro com surgência de água quente de 9.270 anos. A pesquisa arqueológica futura na área seguramente aprofundará o que essa coincidência geográfica sugere.
A associação direta entre as populações autoras dos grafismos e o uso específico das águas da Jazida Hanuman requer pesquisa arqueológica adicional — as publicações disponíveis não documentam nem referenciam essa possibilidade. O que é documentado é a proximidade física e geológica entre sítios rupestres e o sistema hidrogeológico da Falha São Joaquim. Essa ausência de prova não empobrece a narrativa: transforma o produto em convite à pesquisa.
Referências: Melo Vaz, L.J. de (2005). Memória da Pedra Talhada: arte rupestre em Niquelândia – GO. Dissertação Mestrado FAV/UFG. Sítio GO-Ni.176. · Editorial Diluviana — Águas, Pedras e Memórias Multimilenares. Hanuman Minas Ltda., 2026. · Schmitz, P.I. et al. — Instituto Anchietano de Pesquisas (UNISINOS) — arte rupestre de Serranópolis, GO. · Hornsey, I.S. (2003). A History of Beer and Brewing. Royal Society of Chemistry — origem sumeriana da cerveja, c. 3.400 a.C. · Schmidt, K. (2006). Göbekli Tepe — Ein Steinzeitliches Bergheiligtum. München: C.H. Beck.
| Parâmetro | Valor Máx. | Boletim | Relevância Cervejeira |
|---|---|---|---|
| FÍSICO-QUÍMICOS | |||
| Condutividade elétrica | 269,6 µS/cm | 257/LAMIN | Confirma baixa mineralização total — base previsível para cálculo de sal |
| Resíduo de evaporação 180°C | 158,21 mg/L | 257/LAMIN | TDS baixo — confirma perfil "tela em branco" |
| Dureza total (CaCO₃) | 119,4 mg/L | 161/LAMIN | Dureza moderada — sem risco de incrustação em trocadores de calor |
| Gás carbônico (CO₂, in loco) | 22,60 mg/L | 161/LAMIN | Dissipa-se na fervura — sem efeito na carbonatação final |
| ELEMENTOS-TRAÇO E METAIS | |||
| Bário (Ba) | 0,395 mg/L | 161/LAMIN | Traço sem efeito sensorial — assinatura de terroir da Suíte Aurumina |
| Estrôncio (Sr) | 0,053 mg/L | 161/LAMIN | Traço sem efeito sensorial — assinatura de terroir |
| Lítio (Li) | 0,008 mg/L | 161/LAMIN | Traço sem efeito fermentativo documentado |
| Alumínio (Al) | n.d. <0,030 ✓ | todos | Ausente — sem sabor metálico ou haze |
| Cobre (Cu) | n.d. <0,005 ✓ | todos | Ausente — elimina catalisador de oxidação de óleos de lúpulo (crucial para dry hop) |
| Manganês (Mn) | n.d. <0,010 ✓ | todos | Ausente — elimina catalisador de oxidação/staling do malte |
| Chumbo (Pb) | n.d. <0,005 ✓ | todos | Ausente — segurança confirmada |
| Mercúrio (Hg) | n.d. <0,0003 ✓ | todos | Ausente — segurança confirmada |
| ÂNIONS | |||
| Fluoreto (F⁻) | 0,12 mg/L | 161/LAMIN | Sem impacto sensorial documentado na cerveja |
| Nitrato (NO₃⁻) | 0,12 mg/L | 063/LAMIN | Muito abaixo do VMP (50) — sem risco de redução a nitrito |
| Fosfato (PO₄³⁻) | n.d. <0,10 ✓ | todos | Ausente — sem nutriente extra à levedura além do malte |
| Nitrito (NO₂⁻) | n.d. <0,02 ✓ | todos | Ausente — sem contaminação orgânica recente |
Fonte: Boletins 063, 161, 257, 334/LAMIN/2023 · LAMIN/SGB/CPRM. Autenticação ANM: gov.br/anm/pt-br/autenticidade · Parecer 134/2023, Código 10385841; Parecer 78/2025, Código 16700175, CRC 6E2822F6.
Em uma cerveja convencional, o álcool mascara parcialmente pequenos defeitos químicos da água. Na cerveja sem álcool (obtida por destilação a vácuo, osmose reversa ou fermentação interrompida), esse mascaramento desaparece: qualquer defeito de água fica muito mais exposto ao paladar. A Água Hanuman entra nesse segmento com uma vantagem estrutural: zero ferro, zero cloro/cloramina e ausência de todos os metais pesados — exatamente os parâmetros que mais penalizam a percepção sensorial quando o álcool não está presente.
"Na cerveja sem álcool, a água deixa de ser coadjuvante e vira protagonista sensorial — e é exatamente onde uma base documentadamente pura, sem cloro, sem ferro e sem metais pesados, faz a maior diferença percebível na xícara."
A ausência de trítio confirma que esta água nunca esteve em contato com pesticidas organoclorados, resíduos farmacológicos ou microplásticos da modernidade — um argumento de pureza que nenhum concorrente de água de brassagem no Brasil pode replicar sem a mesma publicação peer-reviewed e certificação federal.
| Perfil-Alvo | Gesso CaSO₄ (g/20L) | CaCl₂ (g/20L) | Ác. lático 88% (mL/20L) | Observação |
|---|---|---|---|---|
| IPA hop-forward | 8–10 g | 2–3 g | 1–2 mL | Eleva sulfato para perfil "Burton"; pequena acidificação para pH ≈5,2–5,4 |
| Stout / Porter | 1–2 g | 3–4 g | 0–1 mL | Alcalinidade nativa já tampona maltes torrados; pouco ou nenhum ácido necessário |
| Âmbar / Dunkel | 2–4 g | 2–3 g | 0,5–1 mL | Ajuste fino; perfil já próximo do nativo |
| Pilsner clara | 1–2 g | 1–2 g | 2–3 mL | Maior acidificação necessária para reduzir alcalinidade a nível Pilsen |
Valores ilustrativos baseados em Palmer & Kaminski (2013); não substituem cálculo específico para a receita, volume e grist do cervejeiro. Ferramentas recomendadas: Bru'n Water, EZ Water Calculator.
Objetivo: Demonstrar, com painel sensorial treinado, que a Água Hanuman produz cerveja com perfil sensorial equivalente ou superior a alternativas de mercado, isolando a variável água.
Delineamento: 4 águas × 1 receita fixa por estilo × 3 réplicas = testes triangulares (ISO 4120:2021) com painel certificado (Cicerone® ou juiz BJCP).
Assim como um vinhedo vende a garrafa numerada de uma safra específica, uma cervejaria parceira pode oferecer um lote rastreável até o boletim exato da água que o originou — com data de coleta, número do boletim LAMIN e idade geológica certificada, exibível ao consumidor final. É um diferencial de storytelling inédito no mercado cervejeiro.
O Hanuman Water Token (HWT) — 1 HWT = 1 litro — é o mecanismo que formaliza essa reserva de insumo ao preço de pré-venda de US$ 2,00/litro, antes do início do envase industrial previsto para 2028. Amostras sensoriais institucionais disponíveis para cervejarias parceiras. O HWT é um token de utilidade que representa acesso à água, não um instrumento financeiro.
"42°C na fonte não é o ingrediente da brassagem — é o certificado de que 9.270 anos de filtragem percorrendo jazida de cristais de quartzo, ametista, berilo, ouro e outros minerais numa das formações geológicas mais antigas do planeta produziram a água certa para quem leva cerveja a sério."
Nota de Integridade Científica — Este documento distingue a caracterização documentada da Água Hanuman das experiências e interpretações setoriais sobre brassagem. A Água Hanuman não constitui, por si só, garantia de resultado cervejeiro específico: cada receita, grist, levedura e processo determinará o produto final. Os dados de composição mineral são os registrados nos laudos LAMIN/SGB/CPRM. Valores de referência histórica (Burton, Dublin, Munique, Pilsen) são aproximados, amplamente citados em Palmer & Kaminski (2013). Referência regional à Cervejaria Aracê não implica vínculo, parceria ou endosso.
HWT · Hanuman Water Token
O token organiza o acesso à matéria-prima física: reserve agora o seu volume na pré-venda, com rastreabilidade de origem, lote e destino. A comunidade experimenta, a experiência vira conhecimento.